27 de janeiro de 2021

Mencius Melo – Da Revista Cenarium

MANAUS – Na próxima quinta-feira, 14, a escritora manauara Leila Plácido lança nas plataformas digitais a obra “E Se Um Arco-íris Toca Numa Gárgula”. O lançamento acontecerá em live pelo Instagram e o livro estará disponível no Google Play. A escritora também disponibilizará a obra pela biblioteca digital da Prefeitura de Manaus e pelo link público do ‘Coletivo Visagem’.

O leitor vai acompanhar as peripécias do menino Pedro em uma fantástica aventura pelos confins do quintal de sua casa. No enredo, existe ainda uma Gárgula que guarda o quintal dos invasores e que ganha vida ao ser tocada por um arco-íris em um dia especial diferente e espetacular. A mirabolante relação de amizade entre Pedro e a gárgula dão o tom na obra de Leila Plácido.

À REVISTA CENARIUM, a escritora que foi contemplada com o Prêmio Conexões Culturais 2020, pela Lei Aldir Blanc, comentou sobre o lançamento de “E Se Um Arco-íris Toca Numa Gárgula” e ainda sobre outro livro que recentemente lançou que é “A Menina que Viajou o Universo sem Sair da Cama”, disponível inclusive para downloads no Google Play.

A escritora manauara Leila Plácido autora também de ‘A Menina que Viajou o Universo sem Sair da Cama’ (Reprodução/Divulgação)

Apenas uma escritora

Por muito gostar de criar, Leila se considera uma escritora independente do gênero literário. “Se imagino um mundo distópico, percebo que a partir dele posso criar um conto de ficção científica, vou lá e dou o meu melhor para escrevê-lo. De outro modo, se poema ou romance infantojuvenil também sigo com o mesmo empenho. Então, sou apenas escritora”, confessou.

Ainda no campo das memórias, Plácido sintetiza sua vivências para recordar cada passo na jovem e promissora carreira. “Comecei a escrever muito cedo, foi uma espécie de chamado que não pude ignorar. Minhas primeiras histórias giravam em torno do meu universo infantil, porém, na adolescência voltei meus empenhos para a escrita de poemas, apesar de continuar escrevendo romances infantojuvenis”, detalhou.

Fontes de inspiração

Sobre as estéticas, a escritora comenta ser leitora voraz. “Sou fã de mitos e lendas brasileiros e universais. O folclore, as tradições e costumes são fontes inesgotáveis de inspiração. O cotidiano é uma das mais marcantes influências porque a partir dele podemos construir uma realidade alternativa, mas ao mesmo tempo repleta de referências e críticas à primeira”, contextualizou.

Capa de mais uma das obras de Leila Plácido. Para 2021 outros projetos estão agendados (Reprodução/Divulgação)

Curupira e Boitatá

Sobre lendas, Leila confessou seu lado amazônida. “Gosto particularmente do Curupira e do Boitatá. Ambos são protetores da fauna e da flora, e costumam castigar aqueles quem promove queimadas ou matando os animais por diversão. É interessante refletir e considerar a necessidade desse folclore milenar e ao mesmo tempo tão atual, considerando tudo o que o homem tem feito contra a natureza”, ponderou Plácido.

“Sou grande fã dos irmãos Grimm e de Hans Christian Andersen. Dos irmãos Grimm, o meu preferido é o conto ‘João e Maria’ e do Hans Christian Andersen é ‘A pequena vendedora de fósforos’. Mas além deles, existe uma gama fantástica de contistas das fadas que vale à pena ler e conhecer, inclusive contemporâneos como o escritor amazonense Jan Santos”, sugeriu.

Questionada sobre outras publicações, a escritora adiantou que além das duas obras infantojuvenis, pretende relançar em e-book a nova edição do “Quase o fim” e um livro de contos inéditos chamado “Contos da Colheita”. “Estou com projetos prontos no gênero poema e pretendo lançá-los ao longo do ano pela Amazon e no meu drive, cujo o acesso e o download são gratuitos”, finalizou Leila Plácido.

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