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20 de outubro de 2021
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Com informações da assessoria

MANAUS – Aumento da fome, da vontade de urinar e sede excessiva são alguns dos sinais que servem de alerta para pais ou responsáveis por crianças e adolescentes, pois pode indicar o desenvolvimento do Diabetes Millitus tipo 1 (DM1 infantil), alteração que atinge, ao ano, 20 a cada 100 mil pessoas antes da idade adulta, apontam dados do Hospital Israelita Albert Einstein, uma das unidades de referência em saúde no País.

O nutricionista David Reis, que integra o quadro da Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), explica que a alteração está entre as doenças crônicas mais comuns na infância.

O DM1 infantil é caracterizado pela redução na produção de insulina pelas células do pâncreas. “De uma maneira geral, podemos dizer que, ao ingerir alimentos ricos em açúcar, como os carboidratos (arroz, macarrão, farinha, frutas etc.), o intestino entra em ação, convertendo-os em glicose, substância que é direcionada ao sangue. De lá, ela é transportada para as células por meio da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. Sem a produção da insulina, os níveis de glicose no sangue aumentam, podendo causar vários problemas à saúde”, destacou o nutricionista, que atua no Ambulatório de Egressos, um dos braços do Programa Pé Diabético, implantado no âmbito do SUS no Amazonas.

Causa

A causa do diabetes em crianças ainda é desconhecida. Mas, segundo David Reis, sabe-se que alguns problemas de saúde podem contribuir para o quadro. “Sabemos que o fator hereditário (características genéticas que passam de pais para filhos, por exemplo) pode contribuir, quando associado a outras alterações, como as doenças virais”, destacou.

Isso porque alguns estudos apontam que há doenças virais que podem enganar o sistema imunológico, fazendo com que o corpo combata suas próprias células saudáveis, eliminando, por exemplo, as do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. “É importante lembrar que, assim como nos adultos, o diabetes infantil tem tratamento e controle, que devem ser feitos com a visita ao pediatra e ao endocrinologista, de forma periódica, e, se necessário, com reposição de insulina”, explicou.

Uma dieta adequada, com redução dos carboidratos e inclusão de legumes, carnes magras, grãos e cereais na alimentação diária, também é importante para manter os níveis de glicose no sangue equilibrados. “A prática regular de exercícios físicos é algo que ajuda nesse equilíbrio”, destacou.

Segundo David Reis, o primeiro passo para as crianças e adolescentes é criar uma rotina alimentar segura associada à insulinoterapia. Uma dica é a redução dos alimentos ricos em carboidratos, ou, que atrapalham o processo de absorção correta de glicose, como fast foods, refrigerantes, frituras, enlatados, embutidos e alimentos processados, que além de ricos em gordura e sódio, contribuem para a obesidade, comorbidade que associada ao diabetes, eleva os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares de forma precoce.

“O método de contagem de carboidratos tem sido uma estratégia nutricional e educativa muito eficiente no controle glicêmico e no empoderamento desses pacientes, dando ferramentas importantes no gerenciamento alimentar. Uma alimentação saudável deve ser praticada desde o primeiro ano de vida da criança, de preferência, com orientação de um profissional nutricionista, minimizando deficiências nutricionais, descontrole glicêmico e complicações que o DM pode acometer ”, concluiu.