2 de março de 2021

Victória Sales – Da Revista Cenarium

MANAUS – O e-commerce ou também conhecido como comércio eletrônico deu um salto significativo durante a pandemia. De acordo com a empresa de pesquisa e de inteligência de mercado, Ipsos, dentre 28 países pesquisados, o Chile esteve à frente no aumento de compras de forma online, o número chegou a 59%. Logo após, é possível identificar britânicos com 55%, turcos e coreanos com 54%. Por sua vez, o Brasil chegou a marca acima da média mundial, com 43% de aumento.

De acordo com o economista Origenes Martins o e-commerce ou comércio eletrônico teve este salto diferenciado, bastante alto no caso brasileiro, em função de duas variáveis básicas. “Em primeiro lugar, a pandemia que levou a maioria das pessoas, pelo menos as conscientes a ficarem em casa, passando a ter no e-commerce uma opção que não usava anteriormente e que passou a ser fundamental”, destacou.

O economista ressaltou ainda que isso levou à segunda variável, o qual teve a necessidade de evolução e adaptação ao mercado moderno das empresas brasileiras, principalmente de médio e pequeno porte. Juntando, o salto foi enorme e hoje é algo que torna em qualquer gestão comercial uma obrigação. “Por isso, que temos esse aumento significativo no aumento de compras online durante a pandemia, essa adaptação e evolução fizeram com que o consumidor o procurasse ainda mais”, salientou.

Evolução

Para Origenes a questão no aumento de compras por meio do comércio eletrônico se deu por conta da pressão da pandemia e da necessidade de evolução tecnológica, pois alguns países já tinham o sistema desenvolvido, logo não houve tanto impacto. No outro aspecto existem países onde a estrutura tecnológica não contribui para o crescimento do sistema. É o caso de alguns países sul-americanos.

Segundo a empresa o grande significado é que 36% dos entrevistados brasileiros informaram que estão comprando menos em lojas pequenas de comércio local. Essa média é a maior do grupo total dos países, com um total de 30%. Além disso, a empresa destacou que o principal consumidor do comércio eletrônico são as mulheres com um total de 45%.