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20 de outubro de 2021
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Carolina Givoni – Da Revista Cenarium

MANAUS – A adoção de medidas que ajudaram a ampliar o isolamento social, aliada à vacinação, que já abrange quase 10% da população, pode ter levado o Amazonas a registrar queda da média móvel de mortes por Covid-19 no Estado. De acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), a queda na média de mortes é de quase 42% nos últimos 14 dias.

Análise do ecólogo Paulo Inácio Prado, do Observatório Covid-19, publicada pelo site do jornal Valor Econômico, na última quarta-feira, dia 24 de março, destacou a importância do isolamento para o recuo nos óbitos que, em janeiro, apresentaram um aumento sem precedentes desde o início da pandemia do novo coronavírus no Amazonas, em 2020.

Entre as medidas adotadas, à época, pelo governador Wilson Lima, estiveram: a suspensão temporária de atividades não essenciais, restrição de circulação de pessoas, aumento da fiscalização para coibir eventos clandestinos e aglomerações, além de campanhas educativas orientando a população sobre a importância do uso da máscara e do distanciamento social. Com isso, o Estado saiu da fase roxa (a mais crítica da pandemia) para a laranja, na qual está atualmente, segundo informações da FVS-AM.

Dados do Observatório Covid-19, plataforma que produz informações sobre a pandemia, mostram uma queda gradativa nas mortes estimadas para o Amazonas, a partir de fevereiro, considerando uma curva corrigida pelo atraso entre a data dos primeiros sintomas e data da notificação. A queda também foi observada no número de casos graves e internações. Atualmente, a taxa de ocupação de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), por exemplo, está em 75,5% no Estado. Já a de leitos clínicos, ficou em 56,5%, conforme os indicadores estaduais.

Ao Valor Econômico, Paulo Inácio Prado opinou que, além das restrições, contribuiu para o novo cenário, o isolamento da população influenciado pela pressão sobre o sistema público de saúde.
Associada à redução de mortes está a queda em internações em unidades como os Serviços de Pronto Atendimento – SPAs, que foram os primeiros a apresentar redução na demanda relacionada à Covid-19.

Apesar da redução, a médica a Uildeia Galvão, que atua na linha de frente no Amazonas, relatou ao jornal Valor Econômico que o Estado continua em alerta, uma vez que nos últimos dois meses, o aumento de pacientes com Covid-19 aumentou em quase 80%.