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20 de janeiro de 2022
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Com informações do InfoGlobo

NOVA YORK – Nos Estados Unidos, o número de crianças internadas em hospitais com teste positivo para o coronavírus aumentou vertiginosamente, na semana passada, atingindo os níveis mais altos desde o início da pandemia, de acordo com dados divulgados na sexta-feira (7) pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O aumento foi observado em crianças de 4 anos ou menos, que não são elegíveis para vacinação, nos Estados Unidos, e os dados incluem aquelas admitidas em hospitais por motivos diferentes da Covid-19 e depois testadas positivo.  

O crescimento pode ser parcialmente explicado pelo aumento geral de casos de Ômicron, que bateu recordes essa semana, no país. As autoridades americanas disseram não haver sinal de aumento nos casos graves.

Mais de quatro, em cada 100 mil crianças com 4 anos ou menos admitidas em hospitais foram infectadas com o coronavírus, em 1º de janeiro — o dobro da taxa relatada há um mês e cerca de três vezes a taxa desta época do ano passado.

Em contraste, a taxa de crianças hospitalizadas, de 5 a 11 anos, infectadas, foi de 0,6 por 100 mil, aproximadamente a mesma taxa observada nos últimos meses, comprovando a importância da vacinação dessa faixa etária

As crianças infectadas com a variante correm menos risco de ficarem gravemente doentes do que os adultos, e mesmo crianças pequenas parecem menos propensas a precisar de ventiladores do que aquelas admitidas durante surtos anteriores, disseram os especialistas. 

“Ainda não vimos um sinal de que haja um aumento da gravidade nessa faixa etária”, disse a diretora do CDC, Rochelle Walensky, em coletiva de imprensa. 

Walensky reforçou que não houve aumento semelhante nas infecções por coronavírus, entre crianças hospitalizadas de outras idades, e a vacinação é a responsável por parte da disparidade, já que apenas 16% das crianças americanas de 5 a 11 anos estão totalmente vacinadas. 

“Infelizmente, estamos vendo as taxas de hospitalizações aumentando para crianças de 0 a 4 anos, que ainda não são elegíveis para a vacinação contra a Covid-19”, disse ela. “É extremamente importante que os cerquemos de pessoas que foram vacinadas para fornecer proteção”.

A agência também atualizou as recomendações para isolamento de professores e alunos infectados com o coronavírus e quarentena para aqueles expostos ao vírus. As recomendações alinham-se às feitas para profissionais de saúde e população em geral: um período de isolamento de cinco dias.