‘Estamos mais aliviados’, declara tio de indígena Sateré morto em assalto ao saber da prisão do último suspeito

Eduardo Figueiredo e Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

MANAUS – Foi preso na tarde desta quinta-feira, 17, o último suspeito envolvido na morte do jovem indígena Melquisedeque Santos do Vale, de 20 anos, do povo Sateré-Mawé, assassinado em dezembro do ano passado durante um assalto a ônibus, em Manaus.

Segundo informações da Polícia Civil, a prisão de Janderson Cabral Silva, de 24 anos, ocorreu na casa da companheira dele, no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte da capital.

Rucian Vilacio, tio da vítima, afirma que a família nunca perdeu a esperança de que a justiça seria feita. “Estamos mais aliviados em saber que um criminoso a menos está em circulação”, declarou à REVISTA CENARIUM

Nessa quarta-feira, 16, a Polícia Civil prendeu o segundo suspeito de participação no latrocínio, identificado como Lucas Lima, de 24 anos, no bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus. De acordo com o delegado Adriano Félix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), na ocasião do crime, Lucas e outros dois indivíduos entraram no veículo, no momento em que ele trafegava pela avenida Torquato Tapajós, Zona Norte da cidade, e forçaram o motorista a mudar a rota para a avenida Santos Dumont, no Tarumã.

“Eles anunciaram o roubo e recolheram os pertences dos passageiros. No momento da fuga, Janderson efetuou um disparo de arma de fogo que atingiu a cabeça de Melquisedeque. Ele não resistiu aos ferimentos e foi a óbito”, relatou o delegado.

Ainda de acordo com a autoridade policial, após o fato, as investigações iniciaram e foi descoberta a participação de Lucas. Sendo assim, foi solicitado à Justiça mandado de prisão preventiva em nome dele, e a ordem judicial foi expedida no dia 11 de março deste ano, pela Central de Inquéritos.

Em depoimento, Lucas mencionou que Janderson foi quem efetuou o disparo que culminou na morte de Melquisedeque.

Sonhos interrompidos

Um dia após o crime, em conversa com a CENARIUM, a avó da vítima, Zorma Sateré-Mawé, relatou que o neto sonhava em se formar em Administração. “Meu filho antes de morrer disse que ia fazer uma surpresa para mim, porque tinha acabado de receber, no trabalho, um panetone e um peru, mas ele não conseguiu chegar em casa”, contou Zorma.

Natural de Manaquiri, distante 165 quilômetros de Manaus, Melquisedeque se mudou para a capital em busca de um futuro melhor. No momento do crime, ele estava no coletivo da linha 444, após sair da loja de departamento onde trabalhava como Jovem Aprendiz.

Leia também: ‘Sonhava se formar em Administração’, diz avó de indígena assassinado durante assalto em Manaus

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