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28 de novembro de 2021
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Com informações do O Globo

SÃO PAULO – Um novo estudo feito com dados de moradores do estado de São Paulo, com idade superior a 60 anos, vacinados com o imunizante Oxford/AstraZeneca, aponta para uma alta proteção contra Covid-19 após duas doses de aplicação. Os números foram analisados em um momento de alta circulação da variante Gama, a P.1, registrada inicialmente em Manaus.

A taxa de efetividade — que é o quanto a vacina funciona no mundo real, fora de estudos clínicos — 14 dias após a segunda dose é de 77,9% para casos sintomáticos, 87,6% para hospitalizações e 93,6% para mortes.

Tratam-se de taxas muito superiores ao observado quando se leva em conta o período de 28 dias após a primeira dose. Nesse sistema, a eficiência para casos sintomáticos é de 33,4%, para hospitalizações é de 55,1% e para mortes 61,8%. Ou seja, a aplicação da duas etapas eleva a potência de proteção do imunizante em mais de 30 pontos percentuais, quando considera-se os óbitos.

A análise, preliminar, ainda sem revisão por pares independentes, analisou os dados de 61.164 paulistas e a performance da vacina no período entre 17 de janeiro e 2 de julho. O trabalho foi desenvolvido pelo grupo Vebra Covid-19, com pesquisadores de instituições nacionais e internacionais.

“O estudo mostra que é necessário o esquema vacinal completo para chegarmos a quase 94% de proteção para mortes na população idosa. É uma proteção maravilhosa”, diz o pesquisador Julio Croda, da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

O estudo de efetividade é realizado por meio do cruzamento de diversos bancos de dados. Há, entre eles, os que guardam resultados de testes RT-PCR — moleculares mais confiáveis para a Covid-19 — e o cadastro de vacinados no território paulista. O modelo é baseado em orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para estudos do tipo, que buscam compreender o impacto da vacina no mundo real.

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