Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
10 de maio de 2021

Dólar

Euro

Manaus
23oC  29oC
Acompanhe nossas redes sociais

Com informações da Agência Brasil

BRASÍLIA – Quase todas as geleiras do mundo estão perdendo massa em ritmo acelerado, mostra novo estudo divulgado nessa quarta-feira, 28, na revista científica Nature. Isso pode afetar, segundo a pesquisa, projeções futuras sobre a perda de gelo.

O trabalho fornece um dos panoramas mais abrangentes sobre a perda de massa de gelo de cerca de 220 mil geleiras de todo o globo, um grande catalisador da elevação do nível dos mares.

Usando imagens de alta resolução de 2000 a 2019 do satélite Terra, da Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa), um grupo de cientistas internacionais descobriu que as geleiras, com exceção das placas de gelo da Groenlândia e da Antártida, que foram excluídas do estudo, perderam em média 267 gigatoneladas de gelo por ano.

Uma gigatonelada de gelo preencheria o Central Park, da cidade de Nova York, e chegaria a 341 metros de altura.

Os pesquisadores também descobriram que a perda de massa das geleiras se acelerou. As geleiras perderam 227 gigatoneladas de gelo por ano entre 2000 e 2004, mas esse número subiu para uma média de 298 gigatoneladas de gelo a cada ano depois de 2015.

O derretimento está afetando os níveis dos mares em cerca de 0,74 milímetros por ano, ou 21% da elevação do nível dos mares em geral, observada no período.

As geleiras tendem a mostrar uma reação mais rápida à mudança climática quando comparadas com as placas de gelo da Groenlândia e da Antártida, e atualmente contribuem mais para a elevação do nível dos mares do que qualquer placa de gelo individual, disseram cientistas.

O estudo pode preencher lacunas importantes na compreensão da perda de massa de gelo e levar a previsões mais exatas, disse Robert McNabb, coautor do estudo e cientista de detecção remota da Universidade do Ulster britânica. Estudos anteriores a respeito de geleiras individuais só respondem por cerca de 10% do planeta, disse ele.