Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
15 de maio de 2021

Dólar

Euro

Manaus
23oC  29oC
Acompanhe nossas redes sociais

Com informações do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – Um estudo descreveu o caso de um paciente que morreu após se infectar duas vezes com diferentes variantes do novo coronavírus em Campo Bom, no Rio Grande do Sul. O homem, de 39 anos, se contaminou com a cepa P.1 da Covid-19, encontrada primeiro em Manaus, no fim de novembro de 2020 e não teve sintomas. Pouco mais de três meses depois, ele contraiu outra variante (P.2), originária do Rio. Ele foi intubado e morreu no dia 19 de março.

O paciente tinha histórico de comorbidades, como doença cardiovascular crônica e diabetes. O primeiro caso de reinfecção no Brasil foi confirmado pelo Ministério da Saúde no dia 9 de dezembro de 2020.

Segundo estudos, a variante P.1 surgiu em Manaus, também em novembro. O artigo científico ainda sugere que o paciente foi um caso isolado de P1, no momento da detecção, já que a variante se disseminou entre o final de janeiro e março no Rio Grande do Sul, o período mais crítico da pandemia.

Pesquisas já indicaram que a mutação identificada originalmente no Amazonas é mais transmissível. O estudo, do Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, foi publicado na terça-feira, 19, na Research Square e ainda não foi revisado por outros cientistas.

O surgimento de novas linhagens Sars-CoV-2 é uma preocupação mundial. O aparecimento de novas cepas do vírus, segundo cientistas, está relacionado ao aumento das taxas de transmissão em várias regiões do País.

Autoridades médicas e pesquisadores já veem o Brasil como uma espécie de “celeiro” de novas variantes, o que pode ameaçar o grau de proteção das vacinas, uma vez que ainda não se sabe com precisão a eficácia dos imunizantes contra essas novas formas do vírus.