28 de fevereiro de 2021

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Com informações da Folha de S.Paulo

BRUXELAS – Numa oportunidade rara para europeus que sonham em deixar para trás os deveres mundanos da vida na Terra, a Agência Espacial Europeia (ESA) está recrutando novos astronautas pela primeira vez em mais de uma década, de olho no aumento da diversidade.

Dos sete astronautas da agência hoje prontos para serem enviados em missões à Estação Espacial Internacional (EEI), apenas a italiana Samantha Cristoforetti, 43, é mulher.

Mas agora a ESA está incentivando mulheres a candidatar-se para as duas dúzias de novas vagas. E está lançando um esforço para permitir que pessoas com deficiências viajem para o espaço, dentro de um programa intitulado “Projeto de Viabilidade de Parastronautas”.

Recrutamento

“Não é preciso ser super-homem ou supermulher”, disse em entrevista a diretora de recrutamento da agência, Lucy van der Tas. “Queremos motivar o maior número possível de pessoas a se candidatarem. Mas, em última análise, estamos à procura de candidatos muito específicos”, comentou.

A meta é selecionar quatro a seis astronautas, além de cerca de 20 suplentes, que pudessem participar de missões mais curtas. Recrutas com deficiências ingressariam primeiro no grupo dos suplentes e trabalhariam com a agência para identificar quaisquer modificações necessárias para que pudessem ir ao espaço.

O processo de seleção de astronautas leva 18 meses e inclui testes psicológicos, exames médicos, exames psicométricos e entrevistas.

Os candidatos precisam possuir algumas qualificações mínimas, disse a ESA, incluindo um mestrado em ciências naturais, medicina, engenharia, matemática ou ciência da computação, ou uma licença de piloto de testes, além de um mínimo de três anos de experiência de trabalho relevante.