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19 de abril de 2021

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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – Com mais da metade dos Estados brasileiros atingindo recordes mensais de mortes por Covid-19 em março deste ano, o Exército Brasileiro já se prepara para a enfrentar a terceira onda da Covid-19 no País, que deve começar, em dois meses por Manaus, segundo previsão do general Paulo Sérgio.

Em entrevista ao Correio Braziliense nesse domingo, 28, a autoridade máxima do Exército concordou que o País enfrenta uma situação grave do novo coronavírus, mas afirmou que algumas regiões do Brasil já começam a desacelerar. “A gente imagina que, se mantiver a tradição da primeira para a segunda, daqui a dois meses vamos sofrer essa terceira onda”, declarou.

De acordo com o general, o Exército tem se preparado seguindo a manutenção do planejamento para enfrentar o novo pico da pandemia e espera que o poder público faça o mesmo. Paulo Sérgio diz acreditar que, no momento, a força opera no limite e integração, logística, além do planejamento, são as armas mais eficazes para entrar na guerra contra a Covid-19.

“Nossas organizações militares de saúde, nossos hospitais, são muito modestos. Estamos salvando vidas militares nos hospitais privados, pagando de acordo com o contrato. É uma válvula de escape nossa”, pontuou.

Recorde

Apesar de Manaus enfrentar a desaceleração de mortes e casos da Covid-19 em março, 14 Estados brasileiros já têm recordes mensais de mortes pela pandemia. Segundo dados parciais das secretarias de Saúde, apurados pelo consórcio de veículos de imprensa, em 14 das 27 unidades federativas do País o número de mortes neste mês foi maior do que em qualquer outro desde o início do novo coronavírus.

Os Estados com recorde são Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rondônia, Goiás, Bahia, Tocantins, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Acre.

O médico infectologista Nelson Barbosa, que atua em Manaus, disse em entrevista à REVISTA CENARIUM, nesta segunda-feira, 29, que a única forma de enfrentar o novo agravamento de casos e mortes pela Covid-19 no País é a vacinação em massa e um decreto de lockdown. Para ele, os governos devem endurecer as medidas restritivas para evitar as aglomerações.

“Com este ritmo que está sendo a vacinação, nós não vamos conseguir imunizar mais de 70% da população em dois meses e é aí que está o risco de ocorrer a terceira onda. Como está liberado o comércio, shoppings e restaurantes [em Manaus], mesmo com a restrição de 50%, ainda continuamos ver estabelecimentos lotados. O vírus está circulando entre as pessoas e isso vai fazer com que tenhamos a terceira onda no final de maio ou início de junho”, salientou.

Barbosa conclui que o lockdown deve ser sugerido à medida que o número de casos e mortes de Covid-19 forem aumentando. “A economia nós poderemos recuperar em um mês, dois meses ou um ano, mas uma vida perdida não se recupera nunca mais”, finalizou.

Edição: Alessandra Leite