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16 de setembro de 2021
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Bruno Pacheco – Da Cenarium

MANAUS – A exposição Arquitetura Resiliente na Amazônia (Resilient Amazon Architecture), que ocorre entre os dias 4 de setembro a 4 de novembro deste ano, na Trilha Sensorial do Museu da Amazônia (Musa), na capital amazonense, pretende conectar o Musa ao continente asiático, por meio da Bienal de Arquitetura e Urbanismo 2021 (Seoul Biennale of Architecture and Urbanism 2021).

Idealizada pelo coletivo Núcleo Arquitetura Moderna na Amazônia (Nama) da Faculdade de Tecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a exposição passou por um processo seletivo com 1.100 propostas de todo o mundo, enviadas para participar da Bienal, que será sediada na capital coreana, em Seul, de 16 de setembro a 31 de outubro de 2021, que possui curadoria-geral do renomado arquiteto Dominique Perrault.

No Brasil, somente três cidades do País foram selecionadas para participar do evento: Messina & Rivas, de São Paulo, Gustavo Utrabo, de Formoso do Araguaia, no Tocantins, além do Nama, de Manaus, no Amazonas, que estarão participando da Bienal na Thematic Cities.

O Museu da Amazônia fica localizado na Reserva Florestal Adolpho Ducke, em Manaus (Divulgação/Assessoria)

Exposição

Na Bienal, a exposição Arquitetura Resiliente na Amazônia será transmitida em um espaço construído pelo Nama, no Dongdaemum Design Plaza, um complexo multiuso projetado pela arquiteta iraquiana Zaha Hadid, na capital da Coreia do Sul. A ideia é mostrar a importância da Floresta Amazônica no evento em Seul, por meio da representatividade do Musa.

O coordenador do Nama, Marcos Cereto, responsável pela curadoria da exposição, ou seja, pela concepção, montagem e supervisão da obra, explica que a proposta da instituição expõe arquiteturas, em Manaus, que valorizam os recursos humanos e as tecnologias disponíveis na metrópole da Amazônia. Fator, que segundo ele, representa ainda a conexão entre o natural e o artificial.

Conhecida por seu trabalho futurístico de nave espacial, a arquiteta-estrela Zaha Hadid está por trás do projeto do Dongdaemun Design Plaza, um marco de Seul (Governo de Seul/Divulgação)

“Assim como os frutos das nossas árvores são apreciados em todo o mundo, temos também os frutos da indústria que garantem a preservação da floresta e o meio de sobrevivência para a população. As obras representam a conexão entre o natural e artificial e mostram uma Amazônia utópica onde é possível conciliar o artesanal com o industrial”, explicou Cereto.

A exposição reúne 15 obras e projetos realizados em Manaus, sendo realizada pelos arquitetos Alexia Convers, AMZ Arquitetos, Diogo Lazari, Laurent Troost, Marcelo Borborema, Muna Hauache, Paulo Lindenberg, Roberto Moita, Santos Damasceno Arquitetos, Vitor Pessoa e Welton Oliva.