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18 de maio de 2021

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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – O Amazonas tem o total de 69.932 mil pessoas que ainda não compareceram, até esse sábado, 17, aos postos de vacinação para receber a segunda dose de imunizantes contra a Covid-19, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). O caso de pessoas que estão deixando de tomar a segunda dose vem preocupando especialistas da área da saúde. Isso porque, para a imunização completa contra o novo coronavírus, é necessário que as duas doses da vacina sejam aplicados.

“Não tomar a segunda dose da vacina faz o indivíduo não ter a imunização completa. Somente com a segunda dose da vacina, em um período de 14 ou 21 dias da aplicação, dá uma imunização plena contra a doença”, avalia o médico infectologista Nelson Barbosa.

No Amazonas, cerca de três meses depois do início do Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde (MS), o total de 729.604 doses foram aplicadas em todo o Estado até este sábado, 17, sendo 533.455 de primeira dose e 196.149 de segunda dose, de acordo com os dados do Programa Nacional de Imunização da FVS-AM (PNI/FVS-AM) disponível no link: https://bit.ly/3aTsndS.

No Brasil, há somente dois imunizantes disponíveis para a vacinação: a CoronaVac e a AstraZeneca. De acordo com a FVS-AM, os municípios do Estado estão vacinando em primeira e segunda doses de acordo com a retirada das remessas de imunizantes por parte das secretarias municipais de Saúde e, ainda, conforme período adequado para aplicação da segunda dose que depende do tipo de imunizante.

Por exemplo, se o imunizante for a CoronaVac, da Sinovac e Instituto Butantan, o intervalo para vacinação entre a primeira e a segunda dose deve ser de 30 dias. Se a vacina for a AstraZeneca, da Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz (Friocruz), o intervalo deve ser de 3 meses.

Infectologista Nelson Barbosa (Arquivo Pessoal/Reprodução)

“Qualquer tipo das vacinas que estão usando, elas dão proteção para as pessoas, mas é preciso tomar a segunda dose. Dependendo de como a vacina foi produzida, o intervalo é diferente. Todas as duas vacinas [CoronaVac e AstraZeneca] protegem, mas é a proteção contra as formas graves da doença”, avaliou Nelson Barbosa.

Em nota à REVISTA CENARIUM, a FVS-AM comunicou que está realizando o levantamento, junto aos municípios que realizam a operacionalização das campanhas, para identificar o perfil das pessoas que não estão retornando para completar o esquema vacinal.

Conforme a pasta, mesmo perdendo o prazo da segunda dose, as vacinas ainda estão disponíveis para os grupos prioritários elegidos pelo Ministério da Saúde. “Nenhum grupo prioritário teve suspensa a oferta de segundas doses. Dessa forma, a FVS-AM orienta que quem está apto a receber a segunda dose da vacina contra Covid-19 busque a aplicação do imunizante em postos de vacinação”, conclui a pasta.

Geral

No Brasil, conforme o balanço da vacinação contra Covid-19 do consórcio de veículos de imprensa atualizado nesse sábado, o total de 26.024.553 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19. O número representa 12,29% da população brasileira.

Segundo o consórcio, a segunda dose já foi aplicada em 9.479.785 pessoas (4,48% da população do país) em todos os Estados e no Distrito Federal, o que equivale ao total de 35.504.338 doses, da primeira e segunda fase, aplicadas em todo o País.

Na última terça-feira, 13, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fantinato, do Ministério da Saúde, informou que 1,5 milhão de brasileiros já poderiam ter tomado a segunda dose da vacina contra a Covid-19, mas ainda não receberam o imunizante.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 1,5 milhão de brasileiros ainda não tomaram a segunda dose (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O medo da vacinação por conta de fake news, na avaliação do infectologista Nelson Barbosa, pode ser a causa desse grupo de pessoas ainda não buscar a segunda dose do imunizante. “As pessoas estão com medo de se vacinar por essa enxurrada de fake news na internet, nas redes sociais. Alguns políticos, como o presidente [Bolsonaro], também não ajudam e ficam falando mal das vacinas, e a população com menos conhecimento, não procura a vacinação”, pontuou.

O especialista enfatiza que a vacinação contra o novo coronavírus, até o momento, é a única forma para se proteger do vírus e que é preciso que as autoridades federais e estaduais acelerem a imunização contra a doença. “É claro que, mesmo com a vacinação, as pessoas não podem deixar de evitar aglomeração, usar álcool em gel, máscara, principalmente, em ambiente que estiver fechado”, finalizou.