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15 de maio de 2021

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Com informações do Estadão Conteúdo

Ator Riz Ahmed anunciou o prêmio do próprio filme: som para O Som do Silêncio, um longa que levanta o debate sobre a inclusão de pessoas com deficiência, contando uma interessante história do baterista de heavy metal que fica surdo e tem de se adaptar à nova situação. Parte da equipe de som do longa vencedora do Oscar é mexicana.

Da escuta para o silêncio e do silêncio para a escuta. É assim, de maneira geral, que os sons do filme O “Som do Silêncio”, de Darius Marder, disponível na Amazon Prime, se apresentam para o espectador. Isso porque o desenho de som, de autoria de Nicolas Becker, é um dos mais inovadores feitos recentemente. Não por conta de grandes tecnologias usadas, mas sim pela sua sensibilidade que conecta, ainda mais, com a profunda e emocional narrativa que o filme conta.

Nele, Ruben (Riz Ahmed) é um ex-usuário de heroína e baterista de heavy metal que perde a audição e vai para um retiro de ex-viciados surdos para aprender a língua de sinais e compreender como lidar com a nova vida. “É muito importante em um filme entender todos os seus tópicos e o objetivo do diretor, saber aonde ele quer chegar. Em termos de storytelling e em termos de emoção, ou seja, em como ele quer que as pessoas se sintam com o filme”, reflete o supervisor de som francês Nicolas Becker.

A escolha, no caso, foi que a ficção ganhasse cara de documentário, no qual o espectador vivencia cada momento com o protagonista. Para o produtor musical e engenheiro de gravação e mixagem Ricardo Ponte, a escuta é ativa. “O som abafado faz com que você entenda que está acontecendo alguma coisa sem definição, e fica aquele som grave ocupando um espaço, te incomodando para que você sinta, quase que fisicamente, a dor”, pontua.