Flagrado de calcinha, pastor usava redes sociais para condenar LGBT+ e adultério
Por: Mari Furtado
15 de agosto de 2025
MANAUS (AM) – “Nenhuma delas terá parte no Reino dos Céus”. Era assim que o pastor Eduardo Costa se referia, nas redes sociais, à população LGBT+, a pessoas que praticam sexo antes do casamento e a quem pratica o adultério. Flagrado no dia 6 de agosto andando pelas ruas de Goiânia (Goiás) de calcinha e peruca, o religioso utilizava condenava práticas consideradas, por ele, “pecadoras”.
Em uma das postagens, publicada no dia 8 de abril de 2021, o pastor escreveu: “Pessoas que mantêm relações sexuais antes do casamento, adoram ídolos, praticam sexo depois do casamento com quem não é seu cônjuge, têm relações sexuais ativas ou passivas com homossexuais, roubam, são avarentas, embriagam-se, atacam pessoas com linguagem insolente, pilham — nenhuma delas terá parte no Reino de Deus”.
Na mesma postagem, o pastor afirmou que quem vive no adultério ou em prostituição estava condenado. “Você que vive no adultério, na prostituição (sexo sem compromisso, sexo entre namorados), na pornografia, na impureza, na lascívia, na mentira, no engano, na desonestidade, na falsidade, na fofoca, que arruma confusão, trai seu cônjuge, fala palavrão, tem inveja, pensamentos de vingança, bebe para encher a cara, fuma — tudo isso é pecado, e o salário do pecado é a morte. Se você não aceitar a correção do Eterno, você vai morrer”.

Após a divulgação do vídeo em que aparece com roupas femininas, o pastor afirmou que a cena fazia parte de uma “investigação pessoal” e que era vítima de chantagem. Segundo ele, as imagens foram registradas sem seu consentimento.
Entenda o caso
Um vídeo que circulou nas redes sociais, nesta semana, mostra o pastor Eduardo Costa caminhando próximo a um bar no bairro Setor Urias Magalhães, em Goiânia (GO), usando uma peruca loira e uma calcinha azul. As imagens, registradas por um celular, viralizaram rapidamente, gerando especulações sobre a identidade do homem e o motivo do uso das roupas.
O registro foi enviado por uma seguidora e publicado pela página Goiânia Mil Graus. Após ser reconhecido, Eduardo Costa, líder de uma congregação na região, com cerca de 1,6 mil seguidores no Instagram e também cantor, confirmou que era o homem nas imagens.
Em resposta à repercussão, ele gravou um vídeo ao lado da esposa, a missionária Valquíria Costa, para esclarecer o episódio. Ele afirmou que a vestimenta fazia parte de uma “investigação pessoal” para localizar um endereço e que não se tratava de um hábito. Segundo o bispo, a escolha das roupas foi um erro de abordagem, mas necessária para a ação que pretendia realizar. Eduardo ainda declarou que foi filmado sem consentimento e que a gravação foi usada em uma tentativa de extorsão.