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25 de junho de 2021
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Jennifer Silva – Da Revista Cenarium

MANAUS – O programa “Cenarium Entrevista” desta terça-feira, 30, comandado pela apresentadora Andrea Vieira, contou com a presença do titular da Secretaria de Estado da Educação e Desporto (Seduc), Luís Fabian. O gestor deu detalhes sobre os desafios de viabilizar aulas durante a pandemia no Amazonas.

“Foi o maior desafio da minha carreira estar à frente da Secretaria de Educação no pico da pandemia. Fomos pegos de surpresa, não havia como se planejar o que aconteceu. O Amazonas foi o primeiro Estado a conseguir uma solução bem implementada, que foi o ‘aula em casa’, por intermédio dele conseguimos retomar aulas por meio da TV aberta, um grande diferencial dele”, declarou Luís Fabian.

‘Aula em Casa’

“’O Aula em Casa’ estreou cinco dias após a suspensão das aulas. Em menos de um mês, já tínhamos exportado o material do programa para outros Estados. Ao final do ano passado, nós conseguimos atender 10 milhões e meio de alunos Brasil afora, em 7 Estados, com aulas preparadas e ministradas por professores amazonenses da Seduc, e isso é motivo de muito orgulho para nós”, explicou o secretário.

Segunda onda

Com a pandemia amenizada, a secretaria havia retomado as atividades das aulas presenciais, mas foi novamente surpreendida por uma segunda onda no início de janeiro. Diante disso, o secretário explica que não somente as formas de ministrar aulas precisaram ser reinventadas, como todo o processo do ano letivo.

“Quando estava tudo planejado para nós iniciarmos o ano de 2021 presencialmente, nós fomos surpreendidos mais uma vez com a segunda onda que ocorreu em janeiro. E mais uma vez, rapidamente, nós tivemos que repensar e redesenhar todos os nossos processos. E o processo de matrículas foi um desses. Fizemos matrículas 100% remotas criamos uma linha 0800 para atendimento aos nossos alunos, com sistema de teleatendimento e viabilizamos as matrículas de 435 mil alunos de forma remota, também algo sem precedentes”, comemorou.

‘Merenda em Casa’

Os desafios enfrentados pela secretaria não foram somente as aulas que não poderiam ser ministradas pessoalmente, segundo Luis Fabian, após o processo e aulas remotas, a Seduc precisou focar nas reais necessidades que os alunos enfrentam, que muitas vezes a única refeição do dia era a feita nas escolas, o que levou a criação do ‘Merenda em Casa’.

“A gente sabe que a nossa realidade nos impõe a necessidade de pensar naquelas crianças que vão para a escola também para se alimentar. E nós precisávamos garantir a distribuição da merenda escolar para essas crianças. Foi daí que surgiu, o ‘Merenda em Casa’. Montamos mais de 450 mil kits distribuídos com 11 itens aos alunos da capital, por meio de delivery e no interior fizemos a distribuição nas escolas”, explicou.

Escolas Ribeirinhas

Segundo anunciado pelo secretário, as Escolas Riberinhas estão com possibilidade de retorno. “São as escolas que são atendidas pelo ensino presencial, mediado por tecnologia, e as escolas indígenas. Nós temos um calendário já definido com o retorno dessas escolas para a primeira semana de abril. Com isso a gente consegue atender de forma igual, esses alunos que vivem em áreas, que por serem áreas longínquas, tem muita dificuldade de conectividade. E essa era uma dificuldade nossa, de fazer com que as aulas do ‘Aula em Casa’ chegassem nessas regiões. Com esse anúncio do governo de retorno dessas aulas, a gente garante o atendimento adequado a todos os alunos”, finalizou o secretário.