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17 de novembro de 2021
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Com informações da Assessoria

Em 1973, no apogeu do regime militar, o então deputado federal Ulysses Guimarães lançou a sua anticandidatura à presidência da República. Sabia que não ganharia a eleição, mas seu objetivo era resistir ao regime e denunciar o modo como a eleição seria conduzida. Na edição desta quarta-feira, 17, em uma reportagem de página inteira, o jornal Folha de São Paulo usou o mesmo apelativo em relação ao candidato Arthur Virgílio Neto, que disputa as prévias do PSDB. “Ele é mais anticandidato que um azarão”, traz trecho da matéria.

De acordo com a publicação, Arthur Virgílio teria poucas chances de chegar à vitória no próximo domingo (21), mas mantém sua candidatura porque um de seus objetivos é aperfeiçoar o sistema de eleições primárias até que elas cheguem ao nível do que é realizado em países onde essa prática é rotineira, como os EUA, por exemplo. Virgílio foi um dos primeiros mandatários do PSDB a pedir a realização de prévias, ainda em 2017. De acordo com o próprio presidente do partido, Bruno Araújo, a demanda de Virgílio, que não foi atendida à época, foi a inspiração para que o processo fosse adotado este ano.

“Não estamos numa eleição definitiva, não estamos disputando a presidência do Brasil, mas isso está enchendo o ego das pessoas”, destacou Virgílio, que considera que o partido passa por um momento de falta de credibilidade e repercussão negativa pela atuação de bancada (maioria) na Câmara dos Deputados, que votou a favor da aprovação da PEC dos Precatórios.

Arthur também defendeu que o PSDB deve lutar até o fim para ter um candidato próprio à presidência em 2022. “É muito difícil para mim, da velha guarda, aceitar que o partido não dispute diretamente uma eleição. O PSDB tem essa característica histórica, de sempre disputar as eleições. Mas, se durante essa trajetória, o partido perceber que não vai chegar lá, então que construa as alianças possíveis”, disse.

No início da tarde, Arthur Neto também concedeu entrevista à BandNews, na qual voltou a falar sobre o destino do seu partido. “O PSDB precisa se purgar e expurgar a tal ala bolsonarista. É o tipo de coisa que não cabe no partido. O PSDB, que de certa forma ajudei a construir, precisa ser forte e precisa resgatar suas origens”, afirmou.

O candidato participa do último debate pelas prévias, realizado pela rede CNN, a partir das 20h30 (Manaus), ainda nesta quarta-feira.