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26 de janeiro de 2022
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Com informações da assessoria

MANAUS- Neste sábado, 4, a artista visual Gisele Riker anuncia o lançamento da exposição digital ‘Amazônia Surreal’, às 19h, no Espaço Cultural Casa Som Amazônia, localizado na Travessa Planalto nº 3 – Parque 10 de Novembro, durante a programação do circuito cultural ‘Amazon’. O evento é gratuito, e a retirada de ingressos (limitados) está disponível via Sympla, por meio do link https://bit.ly/circuitoamazon.

Além do lançamento da exposição ‘Amazônia Surreal’, o circuito ‘Amazon’ também conta com uma programação multicultural que inclui a apresentação do pocket show ‘Batelão da Amazônia’ da cantora Ellen Fernandes e os músicos Anderson Farias (Piano) e Anderson Cerdeira (Bateria), a participação especial do projeto social ‘Toque a vida pela música’ e ainda, a exposição de luminárias ‘Reinventa-se Amazônia’ da arquiteta (design de interiores) Carolina Campos.

“É a primeira vez que a Casa Som Amazônia receberá um público externo. Eu, como representante da Casa, junto aos outros sócios Anderson Farias e Anderson Cerdeira, estamos muito realizados em poder neste momento receber artistas tão importantes no nosso espaço cultural. A importância do circuito está no fortalecimento do cenário cultural e na união desses artistas e suas obras que dialogam com o tema ‘Amazônia’ por meio de linguagens plurais como as artes visuais, a música, a educação”, ressalta a cantora, compositora e gestora Cultural do Espaço Casa Som Amazônia, Ellen Fernandes.

Sobre a origem da Exposição ‘Amazônia Surreal’

A exposição ‘Amazônia Surreal’ é fruto da pesquisa iniciada pela artista Gisele Riker no Programa de Pós Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Apresento uma produção artística que reflete sobre ‘Ser Amazônida’, um sentimento que envolve rios, florestas, clima e a diversidade da cultura nortista.”

De modo geral, o projeto consiste na produção de uma série de fotografias criativas realizadas em cenários diversos da Floresta Amazônica como o Museu da Amazônia (Manaus), lago e ponte sob o rio Uatumã (Vila de Balbina), Cachoeira Iracema (Presidente Figueiredo) e Igapós do Parque Nacional de Anavilhanas (Novo Airão).

Parte dessas experimentações foram realizadas nas exposições coletivas ‘Mostra de Artistas Contemporâneas’ (2017) e ‘Mostra de Arte Contemporânea Feminina’ (2019), que no ano de 2021, ainda em contexto pandêmico, conquistou a oportunidade de continuidade de produção, através do Edital Prêmio Feliciano Lana (2020), da Lei Aldir Blanc, e do apoio do Governo do Amazonas, através da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e do Governo Federal, através da Secretaria Especial da Cultura.

Inspirações

“Desde criança viajo pelo interior dos estados do Amazonas e Pará vivenciando e absorvendo os sentimentos de estar numa relação íntima com a natureza, nadar em um igarapé de águas escuras, observar o balé de inúmeras folhas de diferentes formas, cores e tamanhos dançando no banzeiro do rio, se encantar com o pôr do sol, admirar as vegetações de forma inusitadas e belas… A Amazônia me encanta e é fonte de inspiração e suporte de criação nas minhas produções”, revela a artista.

Processo Criativo

“A fase inicial da prática artística é estabelecida por passeios em áreas de mata, especificamente na região da Amazônia somada ao ato fotográfico atravessado pelo olhar de vislumbre e encantamento pelo reino vegetal do maior bioma do mundo e suas paisagens.

O termo “passeio” é empregado nesta pesquisa como uma ação de saída da cidade para vivenciar ambientes naturais. Entrelaçado a estas práticas cultivo o pensamento indígena ao significar a terra como um ser vivo e me aproprio de sua cosmologia para fazer relações poéticas com o imaginário dos mitos. Seguido da experiência do encontro da câmera fotográfica com a mata, instauram a segunda fase da pesquisa o armazenamento das capturas em memórias digitais datadas e nomeadas pela localidade visitada, assim como as ações de eleger as imagens que serão transfiguradas digitalmente. A terceira fase consiste nas experimentações virtuais através do software Adobe Photoshop.

As decisões tomadas durante a edição direcionam para uma experiência visual que a mata não oferece, porém, este ambiente proporciona as imagens que sustentarão o processo de criação. Nessa pesquisa os arquivos fotográficos são tratados como dados que se tornam matéria prima para a construção de imagens inventadas com fotografias de um ambiente real”, explica a artista.

Técnica Aplicada

“Recriar as formas vegetais são exercícios criativos para mim, idealizo inventar formas que causem um estranhamento ao olhar, mas nem sempre este objetivo é alcançado. Busco criar relações entre as formas do mundo real e as formas do mundo inventado. Um jogo entre a imaginação e a razão das formas na natureza.

Ao replicar as formas dos elementos naturais presentes na Floresta Amazônica transformando as fotografias destes detalhes que considero completos de poesia visual, proponho conexões com os princípios do movimento Surrealista ao apresentar imagens que fogem da razão das formas da natureza cruzando imaginação e realidade.

Insisto nos disparos realizados como maneira de garantir uma quantidade significativa de material bruto para alimentar as experiências digitais inventando imagens que transitam entre a imaginação e a realidade; Repito os dados fotográficos. Transformo os cortes gráficos em imagens surreais baseadas no real, replicando os dados das fotografias na mesma imagem para explorar o maravilhoso, uma das formas que os surrealistas encontraram para atingir o outro mundo”, ressalta Gisele.