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29 de janeiro de 2022
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Com informações do O Globo

BRASÍLIA – Em meio a uma das maiores secas na região das principais hidrelétricas do País, o governo decidiu criar um “sala de situação” para acompanhar o suprimento de energia elétrica e tomar medidas para garantir que não faltará eletricidade no País.

As medidas a serem adotadas ainda estão em estudo, mas uma das ações deverá ser restringir a navegação por hidrovias e o uso de água para irrigação, para preservar os reservatórios.

A intensidade da seca levou o Sistema Nacional de Meteorologia a emitir, na quinta-feira, um alerta de emergência hídrica para cinco estados que estão na região da Bacia do Paraná: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

Técnicos do governo evitam chamar o grupo criado para monitorar a situação de “comitê de crise”, mas diversos ministérios fazem parte da “sala de situação”. Além do Ministério de Minas e Energia, Agricultura, Infraestrutura, Economia, as agências de energia (Aneel) e de águas (ANA) compõem o grupo, que é coordenado pela Casa Civil da Presidência da República.

Uma das primeiras medidas tomadas foi a decisão de fazer um leilão extra para a contratação de termelétricas que hoje não fazem parte do sistema de fornecimento de energia do País, como antecipou o GLOBO. O governo já havia  acionado todas as termelétricas disponíveis no sistema e vem importando energia da Argentina e do Uruguai.

Preparados para o pior

O governo descarta, neste momento, a possibilidade de racionamento de energia, mas integrantes do MME dizem estar preparados para o “pior cenário”, que seria a restrição da disponibilidade de energia.

A escassez de chuvas já levou a uma alta no custo de energia, devido ao acionamento das térmicas. Nesta sexta-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) poderá acionar a bandeira tarifária 2, o que resultará em aumento na conta de luz.

O principal objetivo da “sala de situação” é tomar medidas conjuntas para garantir que chegue água às hidrelétricas e que essa água seja usada para gerar energia. Um problema que se tornou comum no setor elétrico é o uso múltiplo da água, que acaba reduzindo a eficiência das hidrelétricas.

Quando o nível dos reservatórios está bom, isso não é um problema, porque é possível dividir o uso da água. Agora, porém, os reservatórios estão baixos e não há perspectiva de chuvas abundantes nos próximos meses, o que gera um risco de faltar água no auge do período seco, no segundo semestre.

Por isso, duas medidas que devem ser tomadas no médio prazo são a suspensão de navegação por hidrovias e a suspensão do uso da água para irrigantes. O governo pretende com isso armazenar água nos reservatórios para usar nos momentos de pico da demanda e evitar, assim, que haja apagões.

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