23 de novembro de 2020

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Da Revista Cenarium*

BRASÍLIA — O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira que o governo deve reduzir imposto de importação de produtos cujos preços subirem muito, citando o arroz e o óleo de soja. O ministro atribuiu o aumento dos preços ao pagamento do auxílio emergencial durante a pandemia de Covid-19. As informações são do O Globo.

“Já estamos estudando quais as tarifas de importação que vão descer. Começou a subir demais o preço do arroz? Zero tarifa de arroz. Vai começar a subir soja, óleo de soja? Zero tarifa de importação. Desde que nós liberamos, reduzimos a tarifa de importação do arroz, ele travou. Está alto, mas travou. Começa a entrar o ano novo, vem a safra do arroz de volta, e ele vai começar a ceder de novo. E tudo bem”, disse Guedes, durante audiência no Congresso Nacional.

Para o ministro, os preços subiram como “outro lado da moeda” do aumento da capacidade de consumo da população, causada pelo auxílio emergencial:

“É o outro lado da moeda. De um lado, essas classes desprotegidas estão recebendo. A massa salarial subiu nesses segmentos mais baixos, e o consumo subiu, e os preços subiram”.

Ainda de acordo com O Globo, Guedes disse que os preços também são “sinais de informação” para o campo, que vai aumentar a produção. Para ele, isso vai acalmar os preços. O ministro avaliou que a mesma coisa aconteceu com a construção civil.

A família que recebia R$ 200 do Bolsa Família, aumentou os rendimentos e agora começaram a comprar material de construção e “está terminando a casa, construindo o muro, terminando o telhado que faltava na casa”, de acordo com o ministro.

“Eles não só estão comendo melhor como eles também estão melhorando a casa deles, comprando materiais de construção. Então, começou um boom de compra de material de construção. Houve um boom do setor, e os preços subiram. Agora, esses preços justamente vão trazer mais produção de todos esses insumos, tudo isso vai começar a entrar e do que não entrar nós vamos derrubar a tarifa de importação”.

(*) Com informações do O Globo

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