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20 de novembro de 2021
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Victória Sales – Da Cenarium

MANAUS – Pensando em fortalecer o trabalho ambiental e reduzir a degradação das florestas, o Governo do Amazonas criou uma cartilha com estratégias para reduzir emissões de gases poluentes e fortalecer o desenvolvimento sustentável do Estado. O documento foi apresentado no Fórum Mundial de Bioeconomia, que aconteceu nessa segunda-feira, 18, em Belém, no Pará.

Por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o governo vem atuando para estabelecer diretrizes e formular estratégias para garantir a conservação dos recursos naturais e da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável, a bioeconomia, o ordenamento e o planejamento territorial.

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De acordo com o secretário estadual de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a estratégia que o governo está adotando é “ousada”. “É um recado também do compromisso do Governo do Amazonas com ações concretas para evitar as mudanças climáticas e, também de outro lado, é um mecanismo que vai remunerar os esforços que o Estado tem feito para reduzir suas emissões”, destacou.

Capa da cartilha do Governo do Amazonas (Reprodução/Internet)

Eduardo destacou ainda que o projeto também tem previsão de trabalhar no combate ao desmatamento e queimadas ilegais no Estado. “As principais emissões são dessas áreas, e com essa remuneração, por meio de mecanismos como o REDD+*, que o Estado também agora está regulamentando a sua política ambiental de serviços ambientais para poder levar para a COP-26”, relatou.

“Vamos levar essa estratégia para pode fazer investimentos em Unidades de Conservação (Ucs), na melhoria de qualidade de vida de comunidades ribeirinhas e o fortalecimento de uma economia para o Estado. O Governo do Amazonas está indo ao encontro do que o mundo tem discutido e fazendo isso com muita responsabilidade”, destacou ainda.

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Planejamento de gestão ambiental

Por conta do entendimento da importância de conservar a Amazônia e reduzir as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE), o Estado vem traçando um Plano de Prevenção e Controle de Desmatamento e Queimadas (PPCDQ-AM) que vai ordenar a gestão ambiental até 2022. Ele será uma ponte, junto com o Programa Mais Verde, também implantado pela pasta estadual.

No total serão mais de seis instituições envolvidas na execução do projeto, em três eixos temáticos, sendo eles: ordenamento territorial e ambiental; bioeconomia; e monitoramento e comando e controle. Serão investidos mais de R$ 55 milhões, que terão impacto direto na vida de 2,9 milhões de habitantes.

*O REDD+ é um instrumento para o a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, como uma forma de recompensa financeira para países em desenvolvimento, pelos resultados apresentados a partir da recuperação e conservação das florestas.