Governo não sabe se vai prorrogar decreto de quarentena no AM

Stephane Simões – Da Revista Cenarium

MANAUS – A Secretaria de Comunicação (Secom) informou que ainda não há informação se o decreto estadual que suspende as atividades em estabelecimentos não essenciais do Estado será prorrogado. A princípio, o governo chegou a publicar no Diário Oficial do Amazonas (DOA) a extensão da suspensão das atividades no período entre os dias 6 a 20 de abril.

De acordo com a diretora-presidente da Fundação em Vigilância de Saúde do Amazonas (FVS-AM), Rosemary Pinto, o isolamento social deve durar por tempo indeterminado no Amazonas. Segundo ela, todas essas medidas são para evitar aglomeração e, consequentemente, a proliferação do novo coronavírus (Covid-19).

No dia 23 de março, o governador Wilson Lima já havia decretado a suspensão das atividades do comércio e de serviços considerados não essenciais, como restaurantes, bares, lanchonetes, praças de alimentação e similares, pelo período de 15 dias.

As aulas presenciais na rede estadual de ensino seguem suspensas até 30 de abril. A determinação se estende, também, ao Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Fundação Aberta da Terceira Idade (FunATI).

A diretora-presidente da FVS-AM falou que o Estado deve manter o isolamento, mas ainda não há como prever o período em que ainda deve se prolongar a medida, pois a previsão é que a curva de contágio esteja em ascendência até a primeira quinzena de maio.

“É uma determinação do Ministério da Saúde para que, em cidades onde o índice de contágio é muito alto, seja mantido o isolamento social até que haja uma redução no número de casos confirmados. Vai depender do transcurso da pandemia, mas ainda não podemos dizer em quanto tempo será mantido o isolamento”, falou.

Para o infectologista Silvio Fragoso, o Amazonas tende a ter uma curva ascendente ao longo do mês de abril, comparando com outros locais que também tiveram a circulação do vírus.

“O ideal é manter o isolamento social, evitar aglomerações, só sair se for extremamente necessário, principalmente as pessoas idosas ou aquelas que tenham alguma doença, para que a gente não tenha uma alta no número de casos e aumento da demanda do sistema de saúde, para que a gente possa dar assistência a todos”, recomendou.

O especialista destacou que o isolamento social, atualmente, tem sido de extrema importância para que a quantidade de doentes não seja ainda mais alta, evitando que o sistema de saúde seja sufocado.

“Eu acho que, enquanto a gente tiver uma curva ascendente, tem que manter o isolamento e as medidas de controle. Quando a gente tiver com quatro ou cinco dias em que o número de casos novos começarem a diminuir, podemos reavaliar a questão do isolamento social, começando a liberar. Mas, enquanto essa curva estiver subindo, tem que manter o isolamento”, disse o especialista.

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