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23 de junho de 2021
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Com informações da Folhapress

BELO HORIZONTE, MG – Um dia após o secretário especial da Cultura, Mario Frias, ter um novo princípio de infarto e ser levado a um hospital em Brasília, o Governo Bolsonaro elencou um substituto para o ator no comando da secretaria.
Felipe Carmona Cantera, ex-assessor do deputado estadual Gil Diniz, do PSL de São Paulo, conhecido como Carteiro Reaça, foi escolhido como substituto, conforme publicado no Diário Oficial da União desta quinta (13).
Frias, porém, indicou que não deve se afastar do gabinete. Em suas redes sociais, postou uma foto de uma cruz iluminada, seguida de um texto que dizia “fiquem com Deus, e hoje mesmo já estarei de volta junto de vocês”.
Nesta semana ainda foram escolhidos novos nomes para a Agência Nacional do Cinema, a Ancine, e para a Fundação Nacional das Artes, a Funarte.

Em suas redes sociais, Mário Frias indicou que não pretende se afastar da pasta (Reprodução/Instagram)

Mauro Gonçalves de Souza, ex-assessor do deputado estadual bolsonarista Filippe Poubel, do PSL do Rio de Janeiro, foi convocado, na terça (11) para exercer o cargo de substituto de diretor na Ancine. Em maio do ano passado, Poubel invadiu, acompanhado por seguranças armados, as instalações do hospital de campanha para o combate ao coronavírus no município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, alegando ter prerrogativa legal para a fiscalização surpresa. “Eu ia ser calmo, brando, nessa fiscalização. Agora, vou tocar o terror”, disse o bolsonarista na ocasião.
Souza ocupará a vaga que foi de Débora Ivanov, cargo este que estava vago desde outubro de 2019. O mandato do atual diretor-presidente da Ancine, Alex Braga Muniz, expira nesta sexta (14).

No mesmo dia, o ministro-chefe da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos, nomeou Marcelo Nery Costa para ser o diretor-geral da Funarte. Nery ocupava um cargo de assessoria no Escritório de Governança do Legado Olímpico, estrutura criada em 2019 para ser responsável pela gestão de instalações construídas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. A diretoria da Funarte estava vaga desde que o coronel da reserva Lamartine Barbosa Holanda foi demitido pelo governo Bolsonaro.

Ao sair, o ex-diretor escreveu carta de despedida em que lista o que chama de “imposições equivocadas” da gestão de Mario Frias, secretário especial da Cultura do governo federal, as quais diz que não pôde aceitar.
“Nomeação de pessoal sem correta análise do perfil profissiográfico”, descompromisso com pequenos produtores e propostas equivocadas de parcerias público-privadas de equipamentos como o Teatro Cacilda Becker, no Rio, e o Teatro Brasileiro de Comédia, em São Paulo, foram alguns dos problemas listados por Holanda em seu texto.

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