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27 de outubro de 2021
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Com informações do O Globo

O governo praticamente zerou os recursos do Orçamento para as famílias de baixa renda (até R$ 1,8 mil) do programa Minha Casa Minha Vida, que foi reformulado. A verba, inicialmente projetada em R$ 1,540 bilhão, caiu para R$ 27 milhões na lei orçamentária, publicada nesta sexta-feira, 23. 

A consequência será a paralisação de 250 mil unidades em obras em todo o país, segundo a Associação Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic).  

Muitas dessas obras estavam paralisadas e foram retomadas pelo ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Rogério Marinho. Além de prejudicar os mais pobres, o corte afetará as construtoras responsáveis pelos empreendimentos, já atingidas pela alta nos custos da construção civil, disse o presidente da Cbic, José Carlos Martins.

Segundo ele, a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, quis dar o troco em Marinho, considerado seu desafeto.

“Está claro que houve uma retaliação do Guedes ao Marinho”, afirmou Martins ao GLOBO.

A pasta comandada por Marinho foi uma das mais afetadas nos cortes no projeto orçamentário aprovado pelo Congresso.

O programa Minha Casa Minha Vida, criado na gestão petista, foi rebatizado pelo atual governo de Casa Verde e Amarela. A faixa de renda mais baixa (faixa 1) deixou de existir, mas havia promessa de dar continuidade às obras que foram paralisadas.

As famílias beneficiadas praticamente ganham o imóvel, pagando apenas prestações simbólicas. A fonte de recursos é o Orçamento da União que abastece o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

Nas faixas de renda superiores, o programa não será afetado, porque os recursos para os empréstimos são originários do FGTS.