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25 de janeiro de 2022
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Empréstimo aos distribuidores

O governo deve publicar nesta semana que se inicia mais uma Medida Provisória para possibilitar um novo empréstimo às distribuidoras de energia por conta da crise hídrica. A bandeira tarifária não está sendo suficiente para cobrir os custos das geradoras com térmicas e importação de energia e, para evitar um rombo que fosse repassado aos consumidores na revisão tarifária, será pago via empréstimo.

Aumento certo

A conta-escassez hídrica deve cobrir todos os custos adicionais até a liberação da operação financeira, que deve acontecer no ano que vem e abre possibilidade para novas medidas. A bandeira tarifária extraordinária, que fica em vigor até abril, só cobre os custos da geração até novembro deste ano. A intenção é evitar um tarifaço, que tem impacto direto na inflação. Ainda assim, algum aumento na conta de luz haverá, garantem fontes ouvidas pela coluna Via Brasília.

Sem concurso

O governo do presidente Jair Bolsonaro não pretende realizar concursos em 2022, apesar de o projeto da lei orçamentária enviado ao Congresso ter essa previsão. Preencher as lacunas da máquina federal abertas, principalmente, pela Reforma da Previdência, deve ser uma decisão para o eleito ano que vem. O ministro Paulo Guedes costuma dizer que o congelamento dos salários do funcionalismo público por dois anos poupou R$ 160 bilhões e teve benefício maior que o impacto de uma Reforma Administrativa. O problema é que essa situação não pode ser permanente e até os defensores do Estado mínimo sabem disso.

PT com PSB, PCdoB e dissidentes

Petistas que defendem a criação de uma federação partidária em 2022 querem dar uma dimensão de frente à aliança para vencer resistências internas. A federação incluiria PT, PSB e PCdoB e seria batizada como um nome que remeta a Lula. O Psol não topou participar. O objetivo é subir um degrau no debate hoje “mais pragmático do que programático”, segundo um dirigente.

Palanques difíceis

Os defensores da federação argumentam que a “chapa do Lula” poderia atrair dissidentes do PDT, MDB e até PSDB na janela de abril. Em vez de o PT ter sozinho uma bancada de 70 a 80 deputados, como estima José Guimarães, a federação poderia ter até 150 cadeiras, reduzindo a dependência em relação ao Centrão. Mas os maiores impasses de Lula são os três maiores colégios eleitorais: em São Paulo, Minas Gerais e no Rio, o PT enfrenta dificuldades em montar seu palanque por conta de divergências políticas regionais.

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