Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
25 de janeiro de 2022
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE

Via Brasília – Da Revista Cenarium

Deficiências do teto

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a criticar o teto de gastos ao dizer que há nesse mecanismo “deficiências sérias”, um ajuste e tanto no discurso de austeridade fiscal que “vendeu” ao mercado e aos eleitores para fazer eleger presidente o “outsider” Jair Bolsonaro (PL). Reconheceu, no entanto, que o teto foi importante para dar credibilidade no contexto do impeachment, quando o presidente Michel Temer assumiu o governo. E frisou que esse limite aos gastos foi aprovado por um governo que deu três anos seguidos de aumentos de salários.

Promessas ao vento

Falando em aumento salariais, não é à toa que, em pesquisas recentes, Bolsonaro desfruta de credibilidade baixíssima — 60% dos entrevistados, segundo Datafolha, nunca acreditam na palavra do presidente. Embora tenha proferido “palavras ao vento” de que daria reajuste salarial a servidores públicos, se esmerou em pressionar o relator do Orçamento apenas para o aumento dos policiais federais — cerca de 45 mil, deixando de fora cerca de 1 milhão de servidores ativos, aposentados e pensionista, com remuneração congelada há cinco anos.

Passos de tartaruga

O ex-governador Geraldo Alckmin tem decidido seu futuro político a ‘passos de tartaruga’. Depois de demorar meses para validar a anunciada saída do PSDB, o ex-tucano ainda não confirmou sua filiação ao PSB de Márcio França. Alckmin tem se movimentado politicamente sobretudo em encontros sindicais, como o encontro nacional de aposentados em Mongaguá, nessa segunda-feira, 20, quando disse que ainda quer “ouvir muito para dar o próximo passo”.

Indefinição PSD

Alckmin também aguarda a sinalização do PT para uma eventual aliança com Lula, que seria selada com sua filiação ao PSB. Mesmo porque o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, reforça que o partido terá como candidato o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e descarta compor a chapa de Lula, ao menos no primeiro turno. Sobraria a Geraldo Alckmin migrar mesmo para o PSB ou Solidariedade para ser vice do petista.