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17 de novembro de 2021
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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – Sem conseguir emprego de carteira assinada há cerca de três anos, a professora Luiza de Marilac de Sousa precisou se adaptar à nova crise mundial, ocasionada pela pandemia da Covid-19, em busca de sobrevivência. Graduada em Serviço Social e especialista em Metodologia do Ensino, a educadora decidiu que não poderia mais ficar obsoleta e que precisava trabalhar: foi quando ela resolveu ministrar aulas de reforço e, então, faz plaquinhas à mão em busca de alunos para as aulas.

Anúncio foi produzido pela própria professora. (Arquivo pessoal/ Reprodução)

“Eu penso que temos que lutar sempre e nos reinventar. Fiz esses informativos à mão e distribuí, na tentativa de atrair alguns futuros interessados, pois, estamos em tempos muito difíceis e precisamos sobreviver, buscar novos meios para obter recursos e, assim, honrar nossos compromissos”, comentou a professora.

Em entrevista à CENARIUM, Luiza de Marilac de Sousa contou que, durante muito tempo, foi professora de aulas de reforço e quando se graduou no ensino superior, passou a trabalhar apenas com suporte acadêmico. Após ficar desempregada, em 2018, a professora atuou como autônoma, em várias atividades, para suprir as necessidades pessoais dela. Contudo, lembra ela, quando o novo coronavírus se instaurou em Manaus, onde vive com a família, a situação financeira dela ficou difícil. “Veio a pandemia e a situação ficou muito difícil. Distribuí currículo em diversas instituições, até para vendedora, pois já trabalhei um bom tempo com isso e, mesmo assim, não consegui nada”, salientou Luiza.

Luiza de Marilac de Sousa é professora de Metodologia do Ensino. (Arquivo Pessoal/ Reprodução)

Sem vagas

A profissional de Educação acredita que é indubitável que há a necessidade de mais vagas para professores, pois as próprias estimativas do governo apontam para esse fato. “Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que os salários dos professores é 35% inferior do que os demais profissionais com ensino superior. O IBGE aponta ainda que em 2021 a taxa de desemprego é de 14,7%, só no primeiro trimestre. Esse fato também é resultado da pandemia, o que tem deixado de fora da atuação muitos profissionais que têm buscado outros meios para gerar renda”, reforçou Luiza de Marilac.

Para a professora, é preciso de mais políticas públicas voltas para a Educação e a remuneração baixa tem sido um dos motivos que tem conduzido a profissão a não ser tão atraente. “Soma-se isso à falta de estrutura nas escolas, inexistência de equipamento e outros serviços básicos, isso sem falar que a representação do docente, hoje, perdeu valor; pais e alunos não respeitam mais o educador. E isso desmotiva e torna precária a profissão. Mas a Educação é algo lindo. E tudo isso vivido pelos docentes tem origem histórica, para isso precisaríamos rever muitas coisas. Mas Pitágoras diz: eduque as crianças e não precisará castigar os homens”, concluiu a professora Luiza.

As aulas

As aulas de reforço são destinadas para todos os estudantes do ensino médio, fundamental (do 5º ao 9º ano). Luiza de Marilac também trabalha com auxílio na apresentação, elaboração e revisão de trabalhos escolares e acadêmicos, além de auxílio na utilização de plataformas educacionais do Google. Para obter mais informações ou entrar em contato com a professora, basta ligar para o número (92) 98451-5616.