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28 de novembro de 2021
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Com informações da Revista Fórum

PIAUÍ – O piauiense Rodrigo Santos Cruz, de 31 anos, foi aprovado no concurso do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), realizado em 2018, mas foi desclassificado do sistema de cotas pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) no teste de heteroidentificação.

Ele não conseguiu provar que é negro. Rodrigo prestou concurso para o cargo de analista, concorrendo por meio de cotas para candidatos pretos ou pardos, ficando em primeiro lugar conforme o resultado da classificação.

“Agora estou tendo que lutar contra o sistema: fui desclassificado de um concurso que fiquei em primeiro lugar na vaga reservada para pessoas negras”, disse Rodrigo, que postou um desabafo nas redes sociais.

Desabafo

“Cá estou segurando uma placa em 2018 na frente de pessoas brancas em um teste de hetoroidentificação realizado pelo Cebraspe/Cespe numa das etapas do concurso para provimento de cargos efetivos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan”, diz revoltado.

“Se estou aí é porque já fui classificado nas etapas anteriores. Desde então estou empenhado em provar minha situação. Você vive toda a sua infância e parte da juventude em uma família racista porque sua mãe parda casa com um homem preto e está rodeado de primos brancos, então é obrigado a ouvir aqueles velhos insultos carregados de deboche como ‘neguin’ ‘macaco’, ‘pila preta’, vindos da própria família”, desabafou Rodrigo.

O desabafo foi postado na rede social logo após o ocorrido (Reprodução/facebook)