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27 de outubro de 2021
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Com informações do O Globo

ROMA – As infecções por Covid-19 em adultos de todas as idades caíram 80% cinco semanas após receberem a primeira dose das vacinas da Pfizer/BioNTech, Moderna ou Oxford/AstraZeneca, de acordo com uma pesquisa italiana publicada neste sábado, 15.

Este é o primeiro estudo feito por um País da União Europeia sobre o impacto no mundo real de sua campanha de imunização contra a doença, e foi realizado pelo Instituto Nacional de Saúde da Itália (ISS) e pelo Ministério da Saúde, a partir da análise de 13,7 milhões de pessoas vacinadas em todo o País.

Os cientistas começaram a estudar os dados a partir do dia em que a campanha de vacinação da Itália começou, em 27 de dezembro de 2020, até 3 de maio de 2021.

A análise mostrou que o risco de infecção, hospitalização e morte pela Covid-19 diminuiu progressivamente após as primeiras duas semanas depois da vacinação com a dose inicial.

“A partir de 35 dias após a primeira dose, há uma redução de 80% nas infecções, 90% nas hospitalizações e 95% nas mortes”, informou o ISS, acrescentando que o mesmo padrão foi observado em homens e mulheres, independentemente de idade.

“Estes dados confirmam a eficácia da campanha de vacinação e a necessidade de alcançar uma cobertura elevada em toda a população rapidamente para acabar com a emergência”, disse o presidente da ISS, Silvio Brusaferro, em comunicado.

Entre os quase 14 milhões de pessoas incluídas no estudo italiano, 95% das pessoas que tomaram as vacinas da Pfizer e Moderna completaram o ciclo da vacina, enquanto nenhuma das que usaram a da AstraZeneca recebeu a segunda dose.

Até o momento, a Itália tem seguido as recomendações dos fabricantes, administrando a segunda dose da vacina da Pfizer três semanas após a primeira, a da Moderna após um intervalo de quatro semanas e a da AstraZeneca após um intervalo de 12 semanas.

Na manhã deste sábado, cerca de 8,3 milhões de italianos, ou 14% da população, estavam completamente vacinados, com as duas doses de imunizantes contra a Covid-19.