Novo Coronavírus: Número de infectados no Amazonas sobe para 808

Nícolas Marreco

MANAUS – O Amazonas apresentou nesta quarta-feira, 8, 168 novos casos de pessoas confirmadas com o Covid-19, totalizando 804 infectados pelo novo coronavírus. Apenas nesta semana, desde o último domingo, 493 pessoas testaram positivo para a síndrome respiratória. As informações são da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS).

Cerca de 88% dos casos concentram-se na capital manauense, somando 712 casos. A diretora-presidente, Rosemary Pinto, classificou a atual curva de contaminação como “ascendente e sistemática” e chamou atenção para a relação desigual entre a transmissão crescente do vírus e a capacidade limitada do suporte hospitalar.

“Traz preocupação. Estamos no período chuvoso, que ocorre de novembro a maio, e tradicionalmente temos aumento de síndromes gripais nessa época. Coincidiu que a pandemia nos atingisse com maior suscetibilidade, quando as pessoas estão mais expostas a gripes e resfriados e o sistema imunológico mais comprometido”, explicou.

Além desse fator, outro que mais contribui para o aumento do número de casos é a falta de cumprimento do isolamento social, conforme apontado por ela. “Muitas pessoas se contaminaram ao mesmo tempo, no início da pandemia. Uma pessoa pode transmitir para no mínimo mais três. Infelizmente, muitos continuaram se expondo em movimentos intensos”, completou.

Mortes por coronavírus

Até o momento, 30 pessoas, de diferentes faixas etárias, morreram de Covid-19, sendo 24 em Manaus, três em Manacapuru, dois em Parintins e um em Novo Airão. Os infectados no interior do estado também aumentaram.

O município com mais casos é Manacapuru, com 44 pacientes confirmados. Na sequência está Itacoatiara, 11 casos, Iranduba, nove casos, Santo Antônio do Içá, sete casos, Parintins, seis casos, São Paulo de Olivença e Tonantins, ambos três casos, Careiro da Várzea e Presidente Figueiredo, ambos com dois casos.

Anori, Boca do Acre, Manicoré e Novo Airão registraram um caso. Ao todo, 608 pessoas estão em isolamento domiciliar, por não apresentarem sintomas graves da doença, dispensando assistência hospitalar. Todos são monitorados pela rede de saúde emergencial. A taxa de internação no estado subiu, contudo, para 15,1%. Já a taxa de letalidade no Amazonas é de 3,75%.

Um número de 120 exames segue em investigação no Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen). Segundo o Governo, 44 pessoas estão fora do período de transmissão. A diretora-presidente da FVS fez um apelo às pessoas com comorbidades, como diabetes, hipertensão, asma, entre outras complicações no organismo.

“Muitos pacientes chegam nos hospitais com um quadro irreversível; muitos óbitos se deram por procurarem tardiamente ajuda. A maioria, com histórico de doenças crônicas. Se alguém vive com idosos ou pessoas nesse perfil, deve estar atento aos sintomas leves. O marco zero é a dificuldade para respirar”, finalizou.

Para o diagnóstico efetivo, 9,6 mil testes rápidos foram encomendados do Ministério da Saúde, além de uma compra anunciada do Governo de aproximadamente 20 mil testes rápidos.

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