Instituto promove evento para debater o combate à fome com o tema ‘Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais’

Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

MANAUS – No próximo dia 10 de junho, o Instituto Fome Zero vai realizar uma live com o tema “Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais Contra a Fome”. A transmissão será realizada pelo canal oficial do instituto na plataforma YouTube a partir das 18h (horário de Brasília).

A live vai contar com a participação de pessoas ligadas aos movimentos indígenas. Nomes como o do secretário-geral do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, Dione Torquato, e a indígena do Povo Arapasso e assessora política da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Rosimere Teles, são presenças confirmadas no evento que visa debater os desafios das populações indígenas, extrativistas e quilombolas no combate à fome.

“A gente vive um momento de retrocesso nas políticas sociais no Brasil e isso tem impactado diretamente nas populações extrativistas, indígenas e quilombolas. Vamos discutir isso dentro desse contexto da pandemia e esse momento que estamos passando agora como a cheia e como essa população fica mais exposta diante desse fenômeno que tem ocorrido”, explica Dione.

O evento será transmitido pelo canal no YouTube (Reprodução/ Divulgação)

Quilombolas

Além dos convidados acima, o evento também vai contar com a participação da Coordenadora Executiva da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos – (Conaq), Sandra Braga, que traz a perspectiva do povo quilombola diante do assunto abordado.

“É importante também a participação dela nesse encontro. A comunidade do quilombo também está incluída na situação difícil e de vulnerabilidade. Inclusive, o Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar já aponta um aumento da fome no País e obviamente essas populações sempre são as mais impactadas”, explica Diones.

Políticas Públicas

A falta de apoio, de iniciativas e de políticas públicas voltadas para essas famílias também serão temas abordados pelos participantes. Dione alega que as comunidades atingidas pela cheia e pela pandemia necessitam muito além de cestas básicas e materiais de limpeza. Ele explica que as famílias estão perdendo produção, sendo inviabilizadas de venderem o que produzem por conta da pandemia, impactando diretamente na mesa dessas pessoas.

“É importante lives e discussões sobre a fome no País. Não dá para agir como se este problema não existisse mais no Brasil. A gente sabe que é um desafio muito grande combater a fome, mas precisamos falar sobre ela, pensar em modos de, ao menos, diminuir essa triste realidade”, finaliza Diones.

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