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19 de novembro de 2021
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Com informações da Folhapress

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A interrupção de aulas na pandemia afetou emocionalmente praticamente todas as crianças e os jovens de escolas públicas, mas o efeito foi maior entre os mais pobres e pretos. As meninas também têm sentido os impactos com maior intensidade. Os dados estão em uma nova pesquisa Datafolha encomendada pela Fundação Lemann e Instituto Natura. O foco da rodada foi saber onde e como estão as crianças e os adolescentes enquanto as escolas ficam fechadas.

Para entender se a distância da escola tem afetado a saúde mental e comportamentos das crianças e adolescentes, os pesquisadores perguntaram se os estudantes ficaram mais nervosos, tristes, agitados ou com mais medo, entre outros pontos.

A lista foi elaborada a partir da consulta com especialistas e a metodologias consagradas sobre o tema.
Nas famílias com menor renda, 95% tiveram pelo menos algum dos sintomas. O índice foi menor nas famílias com maior renda, de 83%. Foram ouvidos 1.315 responsáveis, representando 2.151 crianças e jovens de 4 a 18 anos matriculados na rede pública ou fora da escola. Também foram consultados 218 jovens entre 10 e 15 anos.

As entrevistas ocorreram de 16 de junho a 7 de julho e os resultados têm abrangência nacional (com margem de erro que varia de 2 a 7 pontos percentuais para mais ou menos). Mais da metade dos estudantes ganharam peso, 45% ficaram mais agitados, 44% mais tristes e 40% mais nervosos.

As meninas enfrentaram mais problemas na pandemia: ganharam mais peso, dormem mais, ficaram mais tristes, quietas, nervosas e com mais medo do que os meninos. O único quesito em que os meninos superam as meninas é na perda de interesse pela escola. No geral, mais de um terço dos estudantes perderam esse interesse: chega a 38% para os meninos e fica em 30% para as meninas.