28 de fevereiro de 2021

Jennifer Silva – Da Revista Cenarium

MANAUS – A jurista e deputada estadual, Janaína Paschoal (PSL), divulgou nesta sexta-feira, 15, uma retratação após divulgar fake news envolvendo o governador Amazonas, Wilson Lima (PSC), e o senador Eduardo Braga (MDB). O pedido de desculpas ocorreu após Paschoal sugerir prisão do chefe do Executivo estadual baseada em um áudio atribuído ao medebista.

Na publicação, Paschoal afirmou que foi tomada pela emoção ocasionada pela dramática situação a qual Estado do Amazonas enfrenta durante a fase roxa da pandemia de Covid-19. A jurista responsável pelo pedido de impeachment de Dilma Rousseff em 2016, alega que se precipitou e não verificou a veracidade do áudio.

O áudio recebido por Janaína foi encaminhado em aplicativos de mensagem instantânea, como o WhatsApp. “Recebi um áudio atribuído ao Senador Eduardo Braga. Se o áudio for autêntico e, se os fatos forem procedentes, peço a prisão em flagrante do Governador do Amazonas. A prisão em flagrante pode ser pedida por qualquer cidadão! É flagrante por homicídios dolosos!”, disse.

(Reprodução/Twitter)

Fake news

Janaína Paschoal também explica que o governador do Amazonas entrou em contato com ela, sendo enfático sobre a situação nas unidades de saúde. “O problema é um só: acabou o oxigênio e não há aeronaves com capacidade suficiente para transportar todo o oxigênio necessário. Foi muito detalhista ao refutar o conteúdo do tal áudio, que é fake”, disse.

(Reprodução/Twitter)

O áudio

Segundo a assessoria do parlamentar amazonense, a fala na verdade seria atribuída a um homem ainda desconhecido, dito como irmão de um coronel da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM). A denúncia alegava que os hospitais do Estado não estariam recebendo oxigênio da empresa White Martins, pela falta de pagamentos.

“O senador Eduardo não está usando o momento como mídia. Ele se posicionou como parlamentar e cidadão preocupado com essa situação no Amazonas.”, diz trecho da nota divulgada pela assessoria de imprensa do senador Eduardo Braga.

Posicionamentos

A White Martins, empresa responsável pelo abastecimento de oxigênio nas unidades hospitalares da rede estadual, emitiu nota nesta sexta-feira, 15, desmentindo um áudio que circula em grupos de WhatsApp, sobre uma suposta dívida do governo do Amazonas com a empresa, o que seria o motivo para o desabastecimento do produto.

Também em nota, o Governo do Amazonas também confirma que não está devendo a fornecedora de gás, e que nos anos de 2019 e 2020, foram pagos R$ 29,6 milhões à empresa responsável por 90% do fornecimento de oxigênio para a rede pública de saúde do Estado.

“Havia uma dívida remanescente com a empresa, no valor de R$ 1,2 milhão, referente ao ano de 2018 e foi feita negociação em novembro do ano passado. A primeira parcela dessa negociação, no valor de R$ 100 mil, foi paga em dezembro de 2020”, diz.

Lei da Fake News

Quem divulgar intencionalmente notícia falsa sobre epidemias, endemias e pandemias no Amazonas, por meio eletrônico ou similar, poderá pagar multa de R$ 1 mil a R$ 10 mil. É o que estabelece a Lei nº 5.369, de 5 de janeiro deste ano, publicada no Diário Oficial Eletrônico do Estado (DOE).