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10 de maio de 2021

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Com informações do O Globo

MINNEAPOLIS – Um júri popular condenou, nesta terça-feira, o ex-policial branco Derek Chauvin pela morte do segurança negro George Floyd, em um caso que incendiou os Estados Unidos e o mundo em protestos contra a violência policial contra a comunidade negra.

O veredito saiu após três semanas de julgamento, em que diversas testemunhas afirmaram que Chauvin usou força desproporcional ao imobilizar Floyd, com o joelho em seu pescoço por nove minutos, em 25 de maio do ano passado.

Os 12 jurados deliberaram por mais de dez horas, isolados em um hotel de Minneapolis onde passaram a noite, para chegar a um veredicto unânime. O grupo, contando dois suplentes que foram dispensados, era formado por seis mulheres brancas, dois homens brancos, três homens negros, uma mulher negra e duas mulheres multirraciais, de acordo com documentos do tribunal. Suas identidades não foram reveladas.

Horas antes do anúncio do júri, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, havia dito que as evidências sobre a responsabilidade do ex-policial, apresentadas no julgamento, eram “avassaladoras”. Biden esperou que os jurados ficassem isolados para dar declarações sobre o caso.

O julgamento ocorreu em meio a uma forte tensão e protestos diários, especialmente após a recente morte de Daunte Wright, outro jovem negro nos arredores de Minneapolis. Nas ruas perto do tribunal, comércios e empresas fecharam as portas na segunda-feira, temendo novos protestos. Nesta terça-feira, novas barreiras foram erguidas pela cidade, e uma multidão se reuniu no local onde Floyd morreu.