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16 de novembro de 2021
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Marcela Leiros – Da Revista Cenarium

MANAUS – No quinto dia da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), nesta sexta-feira, 5, ganhou destaque o encontro da líder indígena de maior referência, no Brasil, Sônia Guajajara e o herdeiro do trono britânico, Príncipe Charles. As figuras públicas se reuniram no Museu e Galeria de Arte de Kelvingrove, em Glasgow, na Escócia.

Em suas respectivas redes sociais, o monarca e a indígena publicaram fotos do compromisso, no qual o monarca recebeu, das mãos dos presentes, um artesanato com “bênçãos de boa energia”. A pauta foi o tema da COP26 e um assunto que os indígenas têm debatido em amplitude: as mudanças climáticas. Além de Sônia, o Príncipe Charles se reuniu com outras autoridades mundiais e ativistas.

“E a agenda segue fluindo em Glasgow com contatos e encontros importantes para a nossa luta e para ampliar o eco da voz dos povos indígenas do mundo”, disse a líder indígena no Instagram.

“Congratulamos a Terra Carta apresentada pelo Príncipe Charles convocando o setor empresarial para assumir a sua responsabilidade na cadeia produtiva para conter as mudanças climáticas. Apresentamos a nossa contribuição para o mundo como guardiões do território. Somos nós que verdadeiramente protegemos a Mãe Terra”, lembrou ela ainda.

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Príncipe Charles já reconheceu, ainda na COP26, o trabalho de outros brasileiros no enfrentamento às mudanças climáticas e o desequilíbrio ambiental. Na quinta-feira, 4, ele afirmou que o Amazonas segue o caminho correto em busca do equilíbrio entre conservação ambiental e crescimento econômico, principalmente, para as populações mais pobres e vulneráreis. A declaração foi direcionada ao secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, que representa o governador do Amazonas, Wilson Lima, na COP26.

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Líder indígena

O destaque de Sônia Guajajara na luta pelos direitos indígenas tem a tornado, também, alvo de ataques de órgãos governamentais federais. Em maio deste ano, a imprensa nacional noticiou que a Polícia Federal convocou a líder indígena a depor em um inquérito, aberto a pedido da Fundação Nacional do Índio (Funai), que investigava possível difamação realizada contra o governo federal pela websérie ‘Maracá’, que denuncia violações de direitos cometidos contra os povos indígenas durante a pandemia da Covid-19.

No entanto, a Justiça Federal, do Distrito Federal, determinou que a Polícia Federal arquivasse o inquérito. O juiz Frederico Botelho de Barros Viana afirmou, na decisão, que as denúncias da Funai não mostravam “quaisquer indícios, mínimos que fossem, de existência de abuso de exercício de direito ou de cometimento de qualquer espécie de crime, seja contra terceiros, seja contra a União”.