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27 de outubro de 2021
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Com informações do Site Brasil de Fato

SÃO PAULO – Escrita pela jornalista Bianca Santana, a biografia “Continuo Preta”, que narra a história de Sueli Carneiro, uma das maiores intelectuais brasileiras e expoente do movimento negro, será lançada nesta terça-feira, 11, pela Companhia das Letras.

O livro mostra Sueli Carneiro, fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, e suas exuberantes conquistas, que a tornaram um símbolo para as mulheres negras do país e o estopim de um movimento que culminou em lideranças como Marielle Franco, Djamila Ribeiro e a própria autora da biografia, Bianca Santana.

“Eu tenho a honra e a alegria de ser da mesma geração de Aurea Carolina (deputada federal), Elaine Mineiro (vereadora em São Paulo), entre tantas outras que atuam no movimento negro a partir de um lugar aberto por outras mulheres negras. Sem dúvida, Sueli Carneiro foi fundamental para abrir esses caminhos”, afirma Santana, em conversa com o Brasil de Fato.

O texto apresenta histórias que a vida discreta de Sueli Carneiro não havia permitido que chegassem ao público. Mas nas primeiras entrevistas, como explica Santana, a filósofa resistiu. “Ela disse, desde o primeiro momento, que não tinha interesse em contar da vida dela, que achava que não havia nada especial, a ideia era compartilhar repertório de luta. Todas as perguntas políticas rendiam muito, e as perguntas pessoais, no começo, não rendiam nada.”

O texto de Bianca Santana mostra a infância de Carneiro e o tempo de colégio, quando era “a menina preta da escola”: “Essa menina preta, somente ela de preta na escola, sempre soube o quão racista era o país. Isso acompanha Sueli ao longo da vida, ela sempre soube que era preta, mas sempre soube que ocupar o mundo branco era essencial para outras pretas e pretos desse país.”

A jornalista encerrou a entrevista com uma pergunta que joga luz sobre o entendimento da trajetória de sua biografada. “Uma das dificuldades de fazer a biografia da Sueli Carneiro é contar uma história individual, quando a biografada tem certeza de que toda sua atuação política foi coletiva. Então, como narrar na primeira pessoa do singular, uma história que é primeira pessoa do plural?” Leia a entrevista completa no Brasil de Fato.