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18 de maio de 2021

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Com informações do O Globo

RIO DE JANEIRO – A defesa de Monique Medeiros da Costa e Silva, garantindo a inocência da professora no inquérito que apura a morte de seu filho, Henry Borel Medeiros, de 4 anos, afirma que a dinâmica do que aconteceu no apartamento 203 do bloco I do condomínio Majestic, no Cidade Jardim, na madrugada de 8 de março, “foi diametralmente oposta ao que foi colocado”. Os novos advogados contratados alegam que ela sofria uma rotina de agressões por parte do namorado, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), e até já chegou a ser enforcada por ele, no imóvel.

Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad, justificando que, com a prisão temporária de Jairinho, a cliente deles se sentiria segura para falar a verdade, requisitaram que ela preste um novo depoimento ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca). Em petição enviada ao procurador-geral de Justiça, solicitaram ainda a designação de um “promotor especial para acompanhar o inquérito”.

— Tanto a babá, quanto a ex-namorada afirmaram ter medo dele (de Jairinho). Será que a única pessoa que não teve o depoimento influenciado por Jairinho foi Monique? É uma questão de raciocínio — argumentou Hugo Novais.

Jairinho e Monique: defesa da professora insinua que ela teria sido influenciada pelo vereador no primeiro depoimento Foto: Divulgação
Jairinho e Monique: defesa da professora insinua que ela teria sido influenciada pelo vereador no primeiro depoimento (Divulgação)

Na primeira versão apresentada ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP, em 18 de março, a professora disse ter dado banho no filho, por volta de 20h do dia 7 de março, e depois o colocado na cama de casal para dormir. Monique e Jairinho teriam ficado na sala, assistindo televisão. Até 1h50, Henry teria levantado três vezes, sendo levado de volta ao quarto pela mãe. Ela relatou que foi para o quarto de hóspedes com o namorado de modo a continuar vendo uma série sem que o barulho incomodasse o filho. Logo após, Jairinho teria adormecido.

Por volta de 3h30, Monique disse ter levantado e chamado o vereador, que foi ao banheiro. Ao voltar ao quarto do casal, ela diz ter encontrado Henry caído no chão, com mãos e pés gelados, olhos revirados e sem responder ao seu chamado. Ela disse ter gritado por Jairinho, que foi imediatamente ao cômodo. Eles teriam se arrumado rapidamente e se dirigido para o Hospital Barra D’Or. No caminho, a professora diz ter feito uma respiração boca a boca na criança, depois de orientação do parlamentar. Ao chegar na unidade de saúde, ela contou ter gritado pedindo ajuda, tendo recebido atendimento de várias pessoas imediatamente.

Questionada se havia lido o laudo com a causa da morte de Henry, Monique afirmou acreditar que ele possa ter acordado, ficado em pé sobre a cama, se desequilibrado ou até tropeçado no encosto da poltrona e caído no chão. O laudo de perícia concluído por profissionais do Instituto Médico Legal e do Instituto Carlos Éboli atesta que o menino morreu entre 11h30 e 3h30 e que o casal saiu de casa somente às 4h09 para levá-lo ao Barra D’Or. As lesões descritas nos exames de necropsia apontam hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente, além de equimoses, hematomas, edemas e contusões não compatíveis com um acidente doméstico.