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26 de janeiro de 2022
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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – A Prefeitura de Manacapuru, município da Região Metropolitana de Manaus (RMM), suspendeu, nesta quinta-feira, 2, a festa de Réveillon na cidade. Em nota divulgada nas redes sociais, o Executivo Municipal explica que a decisão considerou o surgimento da nova variante da Covid-19, chamada Ômicron, e a preocupação com o aumento de casos do vírus no município.

“Após uma reunião com a equipe da Secretaria de Saúde, analisando o surgimento de uma nova variante do coronavírus e a preocupação com um possível aumento de casos no município, o prefeito Beto D’Ângelo [Republicanos] decidiu não realizar a festa de Réveillon em Manacapuru”, diz o comunicado da prefeitura.

Com a decisão, o município passa a ser o primeiro do Amazonas a cancelar a festa da virada do ano e vai na contramão da capital, cujo evento está mantido tendo como atração principal o cantor Luan Santana. Na capital, contudo, a Justiça analisa um pedido de cancelamento da megafesta.

Em uma transmissão no Facebook, Beto D’Ângelo lembrou que, neste mesmo período em 2020, começava a segunda onda da pandemia da Covid-19 e, para que o mesmo não aconteça neste ano, a decisão de suspender a festa de Ano-Novo foi tomada. O prefeito convocou, ainda, a população para se vacinar.

“O que nós não podemos é brincar com tudo isso. Nós reunimos ontem com nossa equipe de saúde e tomamos a decisão: Manacapuru não irá promover Réveillon neste final de ano, contudo, vamos fazer um trabalho de prevenção, orientação e reforço no sistema de saúde, para que a gente possa atender às pessoas”, reforçou o prefeito.

O chefe do Executivo municipal destacou ainda que a região vive o período chuvoso, chamado de “Inverno Amazônico”, onde, geralmente, acontece a circulação de vírus gripais, como os da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que costuma ser confundido com o novo coronavírus. Para Beto D’Ângelo, fazer a festa de Réveillon em meio ao “Inverno Amazônico” e o surgimento da nova variante seria imprudente.

Manaus

Em Manaus, a Justiça do Amazonas analisa pedido para cancelar a megafesta de Réveillon, que terá como atração principal e pelo valor de R$ 600 mil o cantor Luan Santana, na praia da Ponta Negra. A ação popular foi proposta na segunda-feira, 29, pelo vereador Rodrigo Guedes (PSC), e está sob análise da juíza Etelvina Lobo Braga, da 3ª Vara da Fazenda Pública.

Veja também: Com avanço da Covid-19 no exterior, Justiça analisa pedido para cancelar festa de Réveillon, em Manaus

No documento, o parlamentar fala sobre uma possível nova onda de Covid-19 na capital, principalmente, causada pela Ômicron e lembra de outras cidades que já cancelaram o Réveillon e ainda o Carnaval de 2022. No País, pelo menos 14 capitais já cancelaram a festa, como em Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Rodrigo Guedes lembra ainda que o show do cantor Luan Santana na capital amazonense foi acertado com um cachê de quase o dobro do valor que o artista costuma cobrar em outras regiões do País. Para o parlamentar, “destinar R$ 600 mil sem qualquer transparência e publicidade com artistas nacionais, incentivando aglomerações que colocam em risco a vida e a saúde dos cidadãos, não parece fazer sentido para o momento vivido no cenário nacional, quiçá municipal”.