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16 de setembro de 2021
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Wesley Diego – Da Cenarium

SÃO PAULO – Milhares de manifestantes ocuparam a Avenida Paulista na tarde deste domingo (12) para protestar contra o Governo Bolsonaro. Muitos reivindicavam o impeachment do presidente com faixas e gritos de ordem. O deputado federal Kim Kataguiri (DEM/SP) puxou um coro pedindo a retirada de Bolsonaro do poder:

Kim Kataguiri canta para tirar Bolsonaro do poder. (Wesley Diego/Cenarium)

A personalidade mais aguardada pelos manifestantes era o presidenciável Ciro Gomes, do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Na ocasião, a sigla distribuiu milhares de rosas. O ex-ministro discursou em favor da democracia. “A liberdade e o direito do povo de se organizar e construir seu futuro não pode ser subtraído por um projeto de tiranete, o mais covarde que já vi na minha vida”, disse Ciro aos manifestantes.

Ciro Gomes ainda chamou Jair Bolsonaro de covarde e o acusa de abandonar seus apoiadores. “Ele agora não é só um traidor da nação brasileira, ele é um traidor dos seus soldados feridos que os abandonou na luta para fazer um conchavo vergonhoso e humilhante. Frouxo e covarde, essa é a palavra, senhor Bolsonaro”, diz Ciro no vídeo abaixo.

Ciro chama Bolsonaro de covarde. (Wesley Diego/Cenarium)

A senadora Simone Tebet (MDB/MS) falou aos manifestantes em outro carro na Paulista. Ela exaltou a quantidade de pessoas no ato e disse ainda haver tempo para o impedimento do presidente. “Ainda dá tempo. Crimes de responsabilidade existem”, disse a senadora.

Senadora Simone Tebet discursando aos manifestantes. (Wesley Diego/Cenarium)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB/SP), também compareceu nas manifestações da capital paulista. Doria disse que o País está isolado do mundo e que Bolsonaro não agrega: “O Brasil perdeu os seus principais aliados… a China, Argentina, Alemanha, os Estados Unidos agredindo os dirigentes públicos desses países ao invés de somar e agregar”, falou o governador. 

Doria no carro do MBL. (Divulgação)

O Movimento Brasil Livre (MBL) puxou a organização do ato na Paulista. Várias lideranças do movimento celebravam a união de várias forças políticas e dizem que o importante era assegurar o direito de divergir. “Será que tem gente do Brasil querendo defender a democracia? Hoje aqui nós vamos receber pessoas que discordamos muito mas eu quero discordar democraticamente. Hoje estamos aqui para defender o nosso direito de discordar, de debater…”, entoou Artur do Val (PAT/SP), deputado estadual por SP.

Arthur do Val hoje (12) na Avenida Paulista. (Wesley Diego/Cenarium)