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27 de novembro de 2021
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Com informações do O Globo

RIO DE JANEIRO – Milhares de manifestantes voltaram às ruas na manhã deste sábado em várias cidades para protestar contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sobretudo na gestão da pandemia.

Entre as reivindicações, estão o impeachment do presidente, mais celeridade no plano de vacinação e aumento do valor do auxílio emergencial, que hoje varia entre R$ 150 a R$ 375. No ato do Rio de Janeiro, também há críticas às suspeitas de corrupção envolvendo militares e integrantes do Centrão no Ministério da Saúde que são investigados na CPI da Covid.

Frases como “Fora, Bolsonaro”, gritos como “Vacina no braço” e “Comida no prato” são entoadas nos atos, que acontecem em meio a mudanças no governo e acusações de corrupção na compra de vacinas.

Por volta de 12h50m, havia protestos em andamento em pelo menos 44 municípios, em 17 Estados, sendo 13 capitais.

Enquanto isso, nesta manha de sábado, o presidente Bolsonaro fez um passeio de moto pelo Distrito Federal e, sem máscara, tirou fotos com moradores.

Rio de Janeiro

No Centro da capital, o ato que começou em frente ao Monumento a Zumbi, na Avenida Presidente Vargas, pede o impeachment do presidente e faz críticas às suspeitas de corrupção envolvendo militares e integrantes do Centrão no Ministério da Saúde que vêm sendo investigados pela CPI da Covid.

Com cartazes e palavras de ordem os manifestantes reivindicam a saída de militares da política e pedem mais vacinas contra a Covid-19 para a população.

Convocados por movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de esquerda como PT, PDT, PSB e Psol, o protesto tem presença de políticos como Chico Alencar e Alessandro Molon, além de artistas como Paulo Betti, Tony Bellotto e Malu Mader.

“O Bolsonaro sabe que o Centrão é a essência desse butim do Estado, desse assalto aos cofres públicos. E agora, fragilizado politicamente, ele assume essa aliança”, disse Chico Alencar. “Por outro lado estamos no governo mais militarizado da história e precisamos impedir que generais se arvorem em tutela o Estado”, afirmou.

Apesar das orientações dos organizadores, alguns pontos registram aglomerações. A maior parte dos manifestantes usa máscara.

A professora Maria Solange, de 59 anos, participa pela terceira vez de manifestações contra Bolsonaro e desta vez resolveu chamar atenção para a militarização da política no Brasil.

“Nós conquistamos nossa democracia a duras penas e não podemos permitir falas golpistas de militares no governo. Eles não tem que dar palpite sobre eleições, tem que cuidar do lhes cabe”, disse Solange.

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