MANAUS (AM) – A maquiadora do salão de beleza Belle Femme, Claudiele Santos negou participação na seita religiosa “Pai, Mãe, Vida”. O esquema é alvo de investigação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) por abuso de substâncias ilícitas de uso veterinário. A funcionária conversou com jornalistas na tarde desta quinta-feira, 5, um dia após ter a prisão preventiva revertida em domiciliar pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Ela será monitorada por tornozeleira eletrônica.
Ao ser questionada sobre a relação que mantinha com a família Cardoso, Claudiele afirmou que não existia vínculo de amizade, apenas profissional. “A Djidja Cardoso e a Cleusimar Cardoso eram as minhas patroas, porque eu trabalhava no salão Belle Femme. Eu só ia à casa deles para atendê-los como cabeleireira e maquiadora“, declarou.
A funcionária do salão de beleza disse, ainda, que as ampolas e seringas encontradas durante uma operação de busca e apreensão no salão Belle Femme, na sexta-feira, 31, continham produtos de cabelo. Ela também rebateu um vídeo que supostamente estaria sobre efeito de cetamina e afirmou que teve mal-estar na prisão. “Eu tenho pressão alta, sou hipertensa. [No vídeo] eu estava passando muito mal, assim como passei mal na penitenciaria durante todos esses dias“.
Claudiele Santos ao lado do advogado de defesa Kevin Teles (Luiz André/Revista Cenarium)
A REVISTA CENARIUM questionou a defesa de Claudiele, na manhã desta quinta-feira, 6, com base em um dos depoimentos colhidos pelas investigações PC-AM. A testemunha Gabrielle Novo Caldeira Nery, que mantinha relacionamento com Ademar Cardoso, afirmou ao delegado Cícero Túlio, do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP), que a maquiadora fornecia a substancia ketamina a funcionários do salão de beleza. O advogado Kevin Teles, que representa Claudiele, respondeu que “não se deve levar em consideração o depoimento de alguém que não estava em plenas faculdades mentais,” disse.
A investigação da PC-AM mostra que Claudiele Santos mencionava o nome da seita religiosa “Pai, Mãe, Vida” em seu perfil pessoal no Instagram. A defesa da maquiadora respondeu que desconhece o fato. A CENARIUM enviou uma captura de tela com o conteúdo. E o advogado afirmou que “Pai, Mãe e Vida é um trecho de um livro chamado Cartas para Cristo, que revela o conhecimento espiritual fundado no cristianismo“. A obra é mencionada nas investigações como manual da seita religiosa “Pai, Mãe, Vida”, liderada pela família Cardoso, que contava com o auxílio de vários funcionários do salão Belle Femme.
Captura de tela do perfil de Claudiele no Instagram (Reprodução/Inquérito)
Provas suficientes
O delegado responsável pelas investigações, Cícero Túlio, afirmou com exclusividade à CENARIUM que a Polícia Civil já colheu provas suficientes para indiciar todos os envolvidos no esquema. De acordo com a autoridade policial,as diligências seguem “para verificar a participação de outras pessoas na situação”, afirmou.
As apurações criminais foram intensificadas depois que Djidja Cardoso foi encontrada morta em sua casa, no dia 28 de maio. Dois dias depois, 30, familiares da ex-item do Boi Garantido, além de funcionários do salão de beleza Belle Femme, foram presos preventivamente por determinação do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
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