6 de março de 2021

Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

SÃO PAULO – Uma mulher trans, identificada como Lorena Muniz de 25 anos, foi deixada dentro de uma clínica de estética, no Centro de São Paulo, durante um incêndio ocorrido no local na última quarta-feira, 17. Em Entrevista ao G1, o marido de Lorena, Washington Barbosa, revelou que a mulher estava sedada e preparada para uma cirurgia de implante de silicone quando o incêndio começou.

De acordo com Washington, Lorena inalou fumaça e ficou desacordada por cerca de sete minutos. Após ser retirada do local, a paciente foi levada para o Hospital das Clínicas onde está internada em estado grave, segundo informações da assessoria da unidade hospitalar.

Nas redes sociais, o marido de Lorena postou que os funcionários da clínica onde seria realizada a cirurgia estética deixaram a paciente para trás e saíram correndo após perceberem que possivelmente um ar-condicionado teria pegado fogo. A Secretaria de Segurança Pública solicitou perícia no local e o caso foi registrado como incêndio e lesão corporal.  

A vítima e o esposo moram em Recife e foram a São Paulo apenas para realizar o procedimento cirúrgico, por conta do ocorrido, equipes das parlamentares trans, Erika Hilton e Érica Malunguinho (ambas do Psol), foram destinadas até a cidade de São Paulo para dar suporte e acompanhar a internação de Lorena.

Caso em Manaus

O policial militar Jeremias Silva, suspeito de assassinar a transexual Manuela Otto de 25 anos em um motel na Zona Norte de Manaus, se entregou no final da manhã desta terça-feira, 16, na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). O PM se apresentou acompanhado do advogado, após as câmeras de vigilância do motel onde ocorreu o crime captarem as imagens do veículo que, segundo a polícia, está registrado em nome do suspeito.

Mesmo com as imagens das câmeras mostrando todas as etapas de fuga do suspeito do local do crime, Jeremias se reservou ao direito de ficar calado. Ele não se manifestou para ajudar nas investigações, que já estão em andamento. As autoridades policiais também se fecharam quanto ao conteúdo das investigações do homicídio de Manuela Otto e pouco foi repassado à imprensa.

De acordo com o delegado titular da DEHS, Charles Araújo, o PM se negou até mesmo a entregar fotos de seu corpo para ajudar nas diligências, tendo em vista que nas imagens é possível observar que o suspeito possui tatuagem nas costas, mas não foi possível identificar o rosto dele.

O crime

Manuela Otto foi assassinada no último dia 13 de fevereiro, em um motel no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus. A trans foi morta com um tiro no tórax e outro no braço. Após os disparos, o suspeito tentou fugir imediatamente do local, mas foi impedido por funcionários que ouviram os disparos.

Nas imagens das câmeras, o suspeito aparece visivelmente alterado usando um sutiã. Ele ameaça os funcionários e, depois de alguns minutos, arromba o portão com o veículo, conseguindo fugir do local.

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