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16 de novembro de 2021
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Com informações do Infoglobo

RIO – O secretário especial da Cultura, Mario Frias, afirmou nesta segunda-feira, 8, em entrevista ao programa ‘Opinião no Ar’, da RedeTV, que não se vacinou contra a Covid-19. O ator justificou que possui dois stents – pequeno tubo colocado no interior de uma artéria para evitar obstrução – e toma medicamentos em razão de um infarto sofrido no final do ano passado.

A revelação ocorreu enquanto Frias dizia que “é muito cedo” para garantir que a vacina tenha efeito, apesar das amplas evidências científicas que mostrem o contrário. Ele afirmou ainda que não tem “nenhuma objeção” a quem quer se vacinar.

“Eu, por exemplo, não me vacinei. Por que eu não me vacinei? Porque eu tenho dois stents hoje, eu tive um enfarte em dezembro do ano passado, e eu tomo seis medicamentos para afinarem o meu sangue”, disse o secretário. “E eu sou uma pessoa curiosa. Hoje, a informação está à disposição, apesar de a gente enxergar algum tipo de censura para outro tipo de informação. Como curioso e principalmente pela minha saúde, eu tenho receio da vacina.

As declarações foram dadas após Frias ser questionado sobre portaria publicada nesta manhã que proíbe atrações financiadas com recursos da Lei Rouanet de exigir a apresentação do comprovante de vacina contra a Covid-19. A medida atende a um desejo do presidente Jair Bolsonaro, que não se vacinou e é contra o chamado “passaporte de imunidade”.

De acordo com a portaria, caso o município ou o Estado exija o passaporte sanitário “o proponente terá que adequar seu projeto ao modelo virtual, não podendo impor discriminação entre vacinados e não vacinados nos projetos financiados”.

Vão ter prioridade na análise projetos que comprovarem a adoção dos protocolos de medidas de segurança como aferição de temperatura, exame de testagem para Covid-19 e uso de materiais de higiene.

Em rede social, Frias afirmou que “a proibição do famigerado passaporte de vacinação, nos projetos da Lei Rouanet, visa garantir que medidas autoritárias e discriminatórias não sejam financiadas com dinheiro público federal e violem os direitos mais básicos da nossa civilização”.