2 de março de 2021

Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

Em nota assinada por dez empresas médicas do Amazonas que prestam serviços em hospitais públicos da rede estadual de Saúde, os profissionais exigem retratação do presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Vianna, que os acusou de prática de eutanásia.

“Nesta semana acompanhamos serem veiculados na mídia e compartilhados inúmeras vezes postagens de texto e vídeo sugerindo que nesta cidade se deram casos de eutanásia. Tal iniciativa temerária e leviana traz ainda mais perturbações às famílias aflitas com seus entes queridos internados, além de mostrar absoluto despreparo e desconhecimento. Tais interlocutores não representam a opinião da classe médica e deveriam se retratar”, diz a nota.

Os médicos afirmam que a ação deles no trato com os pacientes e seus familiares nunca foi conduzida nesta linha que todos sabem ser proibida por lei.

“Lamentamos profundamente e repudiamos qualquer manifestação que impute tais atos a uma classe que trata seus pacientes enquanto também sangra ao seu lado, adoecendo, perdendo amigos e familiares. E assim continuará. Até que se vença esta crise”, conclui a nota assinada pela Cooperclim, Icea, Itoam, Cardiobaby, SAPP, Igoam, Coopanest, Coopaneo, Coopati, Cooap.

Veja a nota na íntegra

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Os médicos do Amazonas vem a
público novamente manter o diálogo com a população. Na cidade de Manaus, seguimos atravessando período de muita tristeza, o qual certamente nenhum de nós imaginava viver. Neste cenário cabe a nós jogar a LUZ onde ela é necessária e jogar para as sombras comentários duvidosos, despreparados e perigosos.

Profissionais de Saúde em diversas partes da cidade, e quiçá de todo o Estado do Amazonas, mesmo diante da angústia de não dispor dos meios e recursos necessários para tratar seus pacientes, entregaram o que podiam oferecer: Dignidade.

A frase atribuída a Hipócrates, “CURAR QUANDO POSSÍVEL, ALIVIAR QUANDO NECESSÁRIO, CONSOLAR SEMPRE“, se apresenta mais atual do que nunca diante do cenário devastador em que nos encontramos.

Nesta semana acompanhamos serem veiculados na mídia e compartilhados inúmeras vezes postagens e texto e vídeo sugerindo que nesta cidade se deram casos de eutanásia. Tal iniciativa temerária e leviana traz ainda mais perturbações às famílias aflitas com seus entes queridos internados, além de mostrar absoluto despreparo e desconhecimento. Tais interlocutores não representam a opinião da classe médica e deveriam se retratar.

Nenhuma vida foi abreviada intencionalmente pelas equipes de saúde, e sim pela ausência de insumos e condições de um sistema de saúde que não estava preparado para o enfrentamento de uma pandemia dessa proporção.

A ação dos médicos no trato com os pacientes e seus familiares nunca foi conduzida nesta linha que todos sabemos é proibida por lei. O que houve foram médicos e profissionais de saúde consternados, que rasgando sua própria carne quando tudo que desejavam era tratar e CURAR, puderam apenas ALIVIAR, e diante do inevitável lhes restou CONSOLAR aos que ficaram, quando na realidade eles mesmos é que necessitavam de consolo.

Lamentamos profundamente e repudiamos qualquer manifestação que impute tais atos a uma classe que trata seus pacientes enquanto também sangra ao seu lado, adoecendo, perdendo amigos e familiares. E assim continuará. Até que se vença esta crise.

Cooperclim
Icea
Itoam
Cardiobaby
SAPP
Igoam
Coopanest
Coopaneo
Coopati
COOAP

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