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25 de junho de 2021
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Jarleson Lima – Da Revista Cenarium

MANAUS – Os nove estados que compõe a Amazônia Legal marcaram números positivos no índice que mede a quantidade de admissões e demissões de empregos formais em junho de 2020. Os dados foram divulgados nessa terça-feira, 28, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), disponível no portal do Ministério da Economia.

Ao todo, a Amazônia Legal registrou 8.059 de média e se sobressaiu em relação a outras áreas do País. Desse número, cerca de 57% advêm da Região Norte, segundo maior resultado do Brasil, atrás apenas do Centro-Oeste, que terminou o mês com saldo de 10.010 de empregos gerados.

De modo isolado, os Estados também se destacaram. Mato Grosso é líder nos índices do País com 6.790 de média, 68% do valor do Centro-Oeste, seguido pelo Pará (4.550). Entre os cinco melhores é possível encontrar ainda o Maranhão (3.907), Estado do nordeste que mais criou empregos na região.

Apesar dos bons resultados da Amazônia Legal, o Amazonas, maior Estado da área e segundo mais populoso, apresentou resultado negativo: 7.853 admissões contra 8.126 desligamentos em junho, um total de -273 de saldo.

Cabe lembrar que o Amazonas e a capital, Manaus, foram umas das localizações mais atingidas pela pandemia provocada pelo novo Coronavírus no Brasil, cerca de 100 mil casos e mais de 3 mil mortes até o momento.

Saldo por setores

Em caminho contrário à hegemonia da agropecuária no Brasil em junho, a construção foi o setor que mais atenuou saldo positivo na Amazônia Legal. Segundo o Caged, essa seção registrou média de 5.431 em total de 14.653 mil admissões com carteira. No Pará, por exemplo, a construção criou quase cinco mil empregos.

Oposto a isso, a área do comércio viu o número de trabalhadores formais cair de modo sutil. Foram apenas 531 pontos no total. Só Maranhão, Rondônia, Acre, Roraima e Amapá apresentaram resultados positivos nesse setor na Amazônia Legal. Pará, Amazonas e Tocantins mostraram resultado negativo e elevaram o desemprego na área para cerca de 13 mil.

Uma questão de gênero

De acordo com o relatório, o saldo de empregabilidade é também influenciado pelo gênero do trabalhador formal. O saldo de empregos da população feminina na Amazônia Legal foi grotescamente menor do que a média do grupo masculino, respectivamente 58 e 10.577.

Isso significa que apesar de sofrerem menos demissões, as mulheres foram também as menos contratadas em junho. O Estado do Amapá apresentou o menor saldo relacionado à contratação de mulheres na região.