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27 de outubro de 2021
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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – Lojistas da principal rua de comércio popular de Manaus, a Marechal Deodoro, conhecida como ‘Bate-palma’, afirmaram nesta segunda-feira, 10, que as vendas no Dia dos Pais foram positivas, mesmo em um período de pandemia. Eles afirmam ainda que aguardam nova movimentação esta semana em virtude da busca por promoções.

Durante o período de isolamento social, lojas de roupas e acessórios fecharam às portas em todo o país, para conter o número de infectados por Covid-19 e, consequentemente reduzir o número de mortos. No Amazonas, desde 1º de junho, parte do comércio na capital retornou às atividades no primeiro ciclo do plano de reabertura gradual do governo do Amazonas.

Pesquisa

Conforme pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), era esperado um crescimento de 1,95% nas vendas do Dia dos Pais, em comparação com 2019. No entanto, de dez empresários entrevistados pela REVISTA CENARIUM, sete responderam que as vendas foram positivas, o que em parte confirma a pesquisa da entidade.

De acordo com a sub-gerente de uma das principais lojas de calçados do Bate Palma, a Di Santinni, que também tem acesso pela Avenida Eduardo Ribeiro, na primeira semana após as datas-comemorativas, normalmente, os clientes voltam aos estabelecimentos para trocarem as vestimentas por algum problema específico, momento em que os funcionários procuram vender novos produtos ou peças de roupas.

“Para a semana que passa, durante essas datas comemorativas, sempre procuramos captar o cliente na troca de roupas, fazendo uma nova venda em cima. Geralmente, vem também os atrasados, ou seja, aqueles que procuram fazer as compras na semana seguinte após o Dia dos Pais”, disse Jéssica Gadelha, de 25 anos.

(Bruno Pacheco/Revista Cenarium)

Segundo Jéssica, os presentes mais procurados na Di Santinni para os pais foram chinelos e sapatênis, cujos valores saem mais em conta para os clientes. Ela pontua que as vendas também foram positivas devido às promoções, aos brindes e aos kits oferecidos aos consumidores.

Para a loja Shop Central do Boné, que também revende roupas, tanto para o público masculino e feminino, o movimento no estabelecimento foi maior no sábado, na véspera do Dia dos Pais. O ponto comercial abriu há cerca de um mês em uma galeria de estabelecimentos na Bate-Palma, mesmo com a crise econômica no Estado provocado pela Covid-19.

(Bruno Pacheco/Revista Cenarium)

“Apesar de estarmos passando por esse período de pandemia, temos conseguido. Estamos vendendo um número igual camisas e bonés, principalmente para os jovens”, avaliou Eliete Almeida, 30, funcionária do local.

Impulsionados pelo Auxílio Emergencial

Vânia Costa, 45, gerente da loja Moda Show, que fica localizada na Avenida Sete de Setembro, entre as ruas Marechal Deodoro e Eduardo Ribeiro, disse que as vendas foram 20% maior do que o Dia dos Pais do ano passado. Segundo ela, o impulsionamento econômico pelo Auxílio Emergencial do Governo Federal, também pode ter ajudado no aumento do consumo.

(Bruno Pacheco/Revista Cenarium)

“Trabalho com vendas há 20 anos. Mesmo na pandemia, registramos um aumento no consumo. Esse foi o ano que mais vi as pessoas comprando roupas para os pai. Acredito que, com o auxílio (emergencial), as pessoas conseguiram deixar uma reserva para comprar presentes para os pais”, disse.

Para obter uma alta nas vendas após a reabertura gradual do comércio em Manaus e no Dia dos Pais, a loja Moda Show buscou manter as promoções dos mais variados produtos do local. Segundo Vânia, estratégia que será mantida para as próximas semanas.

Queda

A venezuelana Kendys Astudillo, de 31 anos, gerente da loja de roupas Paraná Modas, em contrapartida, disse que as vendas para o estabelecimentos caíram em 70%, em comparação com a mesma data comemorativa do ano passado.

(Bruno Pacheco/Revista Cenarium)

“As vendas deste ano foram mais devagar do que em 2019, mesmo na pandemia. Esperamos recuperar ao longo da semana, pois, em uma escala de 0% a 100%, vendemos em torno de 70% a menos”, explicou.

Em Manaus há cerca de um ano e meio, Kendys diz que atuava como técnica de enfermagem na Venezuela, mas viu a necessidade de buscar um emprego em uma nova área, devido as dificuldades de interiorização no Amazonas. “Sou técnica de enfermagem, mas vi a oportunidade de trabalhar com venda de roupas e desde então, atuo na loja”, finalizou.