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15 de maio de 2021

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Com informações do O Globo

BRASÍLIA — Em mais uma frustração para o calendário de vacinação contra a Covid-19, o governo federal reduziu de forma significativa a previsão de distribuição de imunizantes em maio. O número de doses esperadas caiu de 46,9 milhões para 32,4 milhões. O Ministério da Saúde divulgou as novas previsões neste sábado.

O novo cronograma confirma a frustração das entregas também em abril. No último dado divulgado, em 19 de março, a previsão era de que fossem distribuídas 47,3 milhões de doses no mês de abril. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já tinha admitido que o número seria bem menor e no novo cronograma a estimativa é de distribuição de apenas 26,6 milhões de doses neste mês.

Em maio, a maioria das doses que serão entregues ao Ministério virão da Fiocruz, que desenvolve um imunizante junto com a Astrazeneca e a Universidade de Oxford. Está prevista no cronograma a entrega de 21,5 milhões de doses. Constam ainda a previsão de 5,6 milhões de doses da CoronaVac, fruto da parceria do instituto Butantan com a Sinovac, 2,5 milhões de unidades da Pfizer e 2,8 milhões de doses por meio da iniciativa internacional Covax (sendo 2 milhões de doses do imunizante da Astrazeneca e 800 mil doses da Pfizer).

Cronograma

A versão anterior da estimativa para maio mostra que houve frustração das expectativas de entregas pela Fiocruz (sendo 5,3 milhões de doses envasadas pela instituição e outras 2 milhões importadas da Índia), pelo Butantan, 400 mil doses a menos, e pela Covax, da qual se esperava 3,3 milhões de doses a mais.

Foram retiradas ainda do cronograma a expectativa por doses de dois imunizantes que ainda não obtiveram aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pasta contava receber no próximo mês 4 milhões de doses da Covaxin (cujo laboratório não obteve ainda nem a certificação de boas práticas da agência) e 2 milhões de unidades da Sputnik V (que ainda não obteve autorização de uso emergencial na Anvisa). No caso da Pfizer, não havia antes previsão de entregas em maio.

Em abril, a redução se deve a menos doses entregues pela Fiocruz (serão apenas 5,2 milhões de doses ante uma expectativa de 23,1 milhões), pelo Butantan, 10 milhões de doses a menos que o esperado, além das doses da Covaxin (8 milhões) e da Sputnik V (400 mil) que continuavam no cronograma mesmo sem aval da Anvisa.

A pasta manteve no novo cronograma uma expectativa de aumentar as entregas de forma substancial a partir de junho. A previsão para este mês foi reduzida apenas de 56,5 milhões de unidades para 54,2 milhões. O Ministério estima que até o fim de 2020 obterá 562 milhões de doses ao todo.