Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
18 de abril de 2021

Dólar

Euro

Manaus
23oC  29oC
Acompanhe nossas redes sociais

Com informação do G1

SÃO PAULO – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez duas reuniões nessa terça-feira, 30, com representantes dos Estados Unidos em busca de ajuda para “ampliar a vacinação a curto prazo”. Ele pediu uma antecipação de 20 milhões de doses da vacina da Pfizer, que seriam devolvidas aos americanos no futuro.

O primeiro encontro foi com o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman. De acordo com o ministério, Queiroga “explicou que o seu objetivo é acelerar, cada vez mais, a campanha de vacinação do Brasil”.

O ministro da Saúde disse que o país conseguiu “triplicar o número de doses aplicadas por dia” e que “estamos chegando quase a 1 milhão”.

“Nós já conseguimos triplicar o número de doses aplicadas por dia. De 300 mil, estamos quase chegando a 1 milhão. Mas a capacidade de vacinação do Brasil é enorme. Com um aporte maior de vacinas, podemos dar uma resposta à população brasileira e diminuir a pressão no sistema de saúde”, disse Marcelo Queiroga.

Na verdade, segundo dados do consórcio dos veículos de imprensa atualizados até a noite desta segunda-feira, 29, a média de doses diárias é cerca de 300 mil desde 18 de janeiro – incluindo a primeira aplicação e o reforço da imunização. O país ainda não está perto de aplicar 1 milhão de doses por dia. Até o momento, foram administradas 21.078.067 doses das vacinas de Oxford/AstraZeneca e CoronaVac.

Além de conversar sobre a vacinação contra a Covid-19 no Brasil, Queiroga, segundo o Ministério da Saúde, também mostrou interesse em uma parceria para a compra de insumos, medicamentos e abastecimento de oxigênio.

O embaixador americano, por sua vez, ainda de acordo com a pasta, “se colocou à disposição para auxiliar em futuras ações de apoio” e citou “a possibilidade de facilitar contato com a indústria norte-americana para a compra de insumos para ampliar a oferta de oxigênio, caminhões para transporte de oxigênio, cilindros e ‘kit intubação'”.

Após a primeira reunião virtual, Queiroga também conversou com Anthony Fauci, médico-chefe da Casa Branca e diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas. O especialista é um dos líderes da comissão de combate à pandemia nos Estados Unidos.

O país tem cerca de 30 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca que já foram produzidas e estão estocadas. No início de março, o “The New York Times” chegou a noticiar que o governo americano estava discutindo a possibilidade de doar essas doses a outros países – o jornal afirmou que os dirigentes do governo dos EUA citaram o Brasil como um possível beneficiário.

Gonzalo Viña, um porta-voz da AstraZeneca afirmou que governos de outros países também procuraram os americanos para pedir a doação. A vacina da farmacêutica em parceria com a Universidade de Oxford já foi autorizada em mais de 70 países.