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17 de abril de 2021

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Gabriel Abreu – Da Revista Cenarium

MANAUSO Museu da Amazônia (Musa) inaugurou, neste sábado, 3, uma exposição sobre os bichos pré-históricos que habitaram a Amazônia, entre eles um Amazonsaurus maranhensis, que viveu há pelos menos 112 milhões de anos na maior floresta tropical do mundo.

O público que desejar visitar o espaço terá o privilégio de fazer uma viagem no tempo. Trata-se da exposição “Passado Presente – Dinos E Sauros da Amazônia”, dedicada à memória da geógrafa e paleontóloga Rosalie Benchimol, professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e é resultado de expedições que começaram a ser realizadas ainda em 2019 em um dos maiores sítios paleontológicos da Amazônia, o Sítio Cajueiro em Boca do Acre (AM), na formação Solimões.

“A abundância e a qualidade da preservação dos fósseis localizados nesta área permitem ao Museu da Amazônia apresentar uma exposição única, incluindo fósseis de aves, que são pequenos e delicados, dificilmente descobertos”, destacou a paleontóloga Lucy Gomes.

Atrações

Uma das atrações é o Amazonsaurus maranhensis uma espécie de saurópode, aqueles dinossauros com pescoço bem comprido, é o vovô da exposição que viveu pela Amazônia há pelo menos 110 milhões de anos.

“A gente tem de lembrar o seguinte: que quando esses bichos viviam não havia barreira física, então, o pessoal que vivia no Maranhão, vivia aqui, vivia no norte do Mato Grosso, vivia no Pará, é toda uma situação da era endêmico da região e é uma das espécies de saurópode que temos aqui, existem outras e em breve a gente vai fazer a reconstituição dele em vida, não em esqueleto, mas em carne, para colocar do lado de fora para as pessoas poderem comparar os dois exemplares para saber o que tem dentro de um dinossauro”, disse Carlos Scarpini, paleoartista construtor de réplicas.

Amazonsaurus maranhensis foi encontrado no Maranhão há mais de 112 milhões de anos (Ricardo Araújo/Revista Cenarium)

Outro bicho reproduzido é o Purussaurus Brasiliensis, um parente dos jacarés que viveu há cerca de sete milhões de anos atrás e que chegava a 13 metros de comprimento, o maior crocodiliano do mundo.

E que tal a Eremotherium Laurillardi, uma preguiça-gigante que adulta teria seis metros de altura, do focinho à extremidade da cauda pesava cinco toneladas. durante milhões de anos a preguiça-gigante foi um dos maiores animais a habitar a Amazônia, a espécie é semelhante a uma preguiça-real.

Confecção

O Amazonsaurus maranhensis exposto no Musa levou aproximadamente seis meses para ser confeccionado e montado. A reprodução foi feita em polímero pelo paleoartista Carlos Scarpini com base no estudo de alguns fragmentos descobertos pelo paleontólogo professor Ismar Carvalho da UFRJ, no Maranhão.

Para a reprodução do Purussaurus brasiliensis, por se tratar da primeira vez em que tal espécie é reconstruída osso por osso em tamanho real, foram necessários vários meses de trabalho durante os anos de 2020 e 2021, primeiro buscando a fundamentação anatômica para em seguida seus ossos serem reconstruídos da forma mais correta e científica possível. Este foi um trabalho feito por muitas mãos, sendo a parte teórica conduzida pelo professor doutor Jonas Souza Filho da Universidade Federal do Acre e a doutora Lucy Gomes de Souza (Musa), enquanto que a escultura foi feita por Maria Alice Matusiak e por Roberto Suarez e Raul Perigo de Oliveira (Musa).

Purussaurus brasiliensis (Ricardo Oliveira/Revista Cenarium)

A preguiça-gigante (Eremotherium laurillardi) adulta teria 6 metros de altura do focinho à extremidade da cauda e pesava 5 toneladas. Durante milhões de anos a preguiça-gigante foi um dos maiores animais a habitar a Amazônia, a espécie é semelhante a uma preguiça-real (Choloepus didactylus). Sua réplica é resultado de uma parceria com o paleoartista Bruno Garzon e a PUC Minas/Museu de Ciências Naturais sob a supervisão do paleontólogo doutor Castor Cartelle.

A preguiça-gigante (Eremotherium laurillardi) adulta teria 6 metros de altura. (Ricardo Oliveira/Revista Cenarium)

Agendamento

A exposição “Passado Presente – Dinos e Sauros da Amazônia” foi financiada pela empresa Bemol, por meio do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), implementado pela Lei Rouanet.

Em virtude da pandemia do novo coronavírus, todas as visitas ao Museu da Amazônia são feitas por agendamento por meio do e-mail: [email protected].

Edição: Alessandra Leite