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29 de janeiro de 2022
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Da Revista Cenarium*

Os protestos contra o racismo iniciados nos Estados Unidos se espalharam por diversos países, como Reino Unido, França, Portugal, Canadá, Austrália e Brasil, com grandes atos no último fim de semana.

Em alguns dos países, ficou patente o desejo de reescrever a história ou apagar o que hoje pode ser considerado uma vergonha nacional do ponto de vista humano.

Enquanto manifestantes na cidade britânica de Bristol derrubaram a estátua do traficante de escravos Edward Colston, na Bélgica, os protestos miraram as estátuas do rei Leopoldo II – um monarca cujo legado é a conquista brutal e o domínio tirânico da região da África que é atualmente a República Democrática do Congo.

10 milhões

Segundo historiadores, Leopoldo II causou a morte de 10 milhões de africanos. O monarca fez um reinado de 44 anos, a maior parte no final do século XIX, e o monumentos em sua homenagem trazem à tona o passado colonial belga, marcado por exploração, violência e crueldade com povos africanos.

Segundo a reportagem da Fórum, que acompanhou os protestos contra o racismo e contra a violência policial na Bélgica, no último domingo,7. Os manifestantes se concentraram em estatuas de Leopoldo II em pelo menos três cidades.

Na Antuérpia, uma estátua foi incendiada. Em Ghent, o monarca em bronze foi pintado de vermelho e recebeu um capuz no rosto, com as palavras “não consigo respirar” — a frase dita por George Floyd ao ser assassinado por policiais brancos em Mineápolis, nos estado americano de Minnesota, em 25 de maio, dando início a onda de protestos pelo mundo.

Em Bruxelas, centenas de manifestantes cercaram uma estátua do rei na praça do Trono.

Bandeira do Congo

Foram escritas palavras de ordem na base e outros escalaram o monumento, aos gritos de “assassino” e empunhando a bandeira do Congo.

Quando alguns deles atearam fogo no pedestal, a polícia arremessou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

O ato na capital reuniu 10 mil pessoas no centro da cidade, de forma pacífica durante todo o período da tarde. Cerca de 90% usava máscara, mas a reportagem observou que o distanciamento entre os participantes ficou quase sempre abaixo do 1,5 metro recomendado pelo governo belga.

O governo monitora os protestos que devem se repetir ao longo das próximas semanas.

(*) Com informações da Fórum